Estação Cabo Branco é fonte de aprendizado e conhecimento

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Cultura, ciência, natureza e arte. Tudo reunido em um único ambiente – ele próprio uma obra de arte a céu aberto –, proporcionando aprendizado e entretenimento a estudantes, turistas e visitantes em geral. Com esse perfil, a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes (Ecartes), projetada para abrigar e difundir as atividades científicas, artísticas e culturais da cidade de João Pessoa, completa dois anos no próximo dia 3 de julho. O complexo arquitetônico, assinado por um dos mais importantes nomes da arquitetura mundial, o brasileiro Oscar Niemeyer, faz aniversário com uma programação diferenciada e um balanço positivo desses 24 meses de funcionamento.

Em dois anos de atividades, a Estação Cabo Branco recebeu 982.324 visitantes, foi palco de aulas de campo para 35.055 estudantes (da rede municipal, estadual, particular e ensino superior), e realizou 1.091 atividades culturais, educacionais e científicas. A pretensão da Ecartes é que até o final do ano o número de eventos e o fluxo de visitações dupliquem. Também se prevê aumento do número de estudantes em visitas monitoradas, devido ao Caminho do Conhecimento, primeira etapa do Museu da Ciência. “Disseminar a ciência, a cultura e as artes para todos é um trabalho gratificante”, afirmou Gláucia Azevedo, chefe da Divisão de Programas e Atividades da Ecartes.

Estrutura – A Estação Cabo Branco está próxima à Zona Especial de Preservação do Altiplano Cabo Branco, uma das regiões mais privilegiadas da Capital e patrimônio geográfico, histórico e cultural da cidade. O complexo possui, ao todo, 8.571 metros quadrados de área construída. É composto pela Torre (edifício construído sobre espelho d’água, com três andares e mirante); um auditório com capacidade para 501 pessoas e duas salas para convenções com 200 lugares, além de um conjunto de salas especiais para a formação artístico-cultural de alunos da rede pública; um Anfiteatro projetado para acomodar 300 pessoas sentadas; loja e lanchonete, administração e estacionamento com 198 vagas.

Projeto ousado – Para o diretor geral da Estação, Fernando Abath, o complexo é um projeto ousado por se estruturar como fonte de conhecimento e inclusão, e não apenas como mais um empreendimento turístico ou uma casa de eventos. “Quando optamos por sermos uma unidade educacional fizemos uma clara e importante escolha de oferecer a população local – e brasileira, por extensão – um espaço de práticas transversais, visando oferecer ao sistema de ensino um novo locus de diferentes saberes”, ressaltou.

A secretária de Municipal de Educação, Ariane Sá, acrescenta que o local propicia uma vivência para além dos muros da escola. “Na Estação Ciência, os alunos veem, na prática, o que aprenderam teoricamente em sala de aula”, disse. Além das exposições, palestras, exibição de filmes, seminários e apresentações de espetáculos, entre tantas outras atividades oferecidas no local, ela destaca o Ciranda Curricular, programa da Secretaria de Municipal de Educação (Sedec), que oferece, de terça a domingo, oficinas artísticas voltadas ao público em geral, nos três horários. “É um programa muito utilizado para a capacitação dos professores, o que é excelente, pois quanto mais qualificado está o profissional, melhor o seu rendimento em sala de aula”, afirmou Ariane Sá.

Difundir o conhecimento é o principal objetivo da Ecartes, mas não é o único. Por sua localização e beleza arquitetônica, a Estação Cabo Branco é também um ponto turístico que chama a atenção e atrai cada vez mais visitantes. Em apenas dois anos de funcionamento, o lugar já é o quinto mais citado pelos turistas que visitam a Capital, ficando à frente das praias urbanas e de Picãozinho, por exemplo.

A Secretaria de Turismo de João Pessoa, segundo o secretário Elzário Pereira Júnior, tem se apropriado muito bem do complexo, tanto pelo fato de o local ser um marco para a educação como por ser um ótimo ponto de visitação. “Do mirante da Estação temos uma visão belíssima da orla pessoense”, exalta. Além de atrair turistas que já estão em João Pessoa, o secretário diz que a Ecartes também serve de porta de entrada para novas visitas. “Quem vem apenas participar de algum evento sediado ali se encanta pela cidade e volta para conhecê-la melhor”.

Atividades permanentes – A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes tem um vasto leque de atividades. Música, teatro, mostras, experimentos científicos – um pouco de tudo pode ser encontrado no equipamento. No quesito arte e entretenimento, há os projetos Som da Tarde (shows e performances musicais nas tardes de domingo, no Anfiteatro), Ensaio Geral (espetáculos diversos, aos sábados e domingos, no Auditório) e Cine Estação (filmes voltados à ciência, cultura e artes, no Auditório).

Já a difusão do conhecimento se dá por meio das atividades do Planetário, com projeções sobre o sistema solar, de terça-feira a domingo, nos três turnos, e também com os projetos Ciência para Todos (palestras, exibição de filmes, seminários, colóquios, mostras e encontros, aos sábados e domingos); Venha ver a Lua (observação dos astros, em parceria com a Associação Paraibana de Astronomia, nos domingos que antecedem a lua cheia, na Sala de Audiovisual); e Aulas de Campo (atividades pedagógicas voltadas para os sistemas de ensino público e privado, a partir das exposições em cartaz, bem como de conteúdos educacionais previamente elaborados pelo Setor de Gestão Educacional).

Há ainda o programa Ciranda Curricular, da Secretaria de Educação (Sedec) do município, que desenvolve, de terça a domingo, dez oficinas artísticas voltadas ao público em geral, nos três horários; as Visitas Monitoradas (ações educativas sobre as exposições em cartaz e projetos artísticos, voltadas para grupos em geral, com prévio agendamento); e o Campo de Estágio (convênio com a Universidade Federal da Paraíba que oferece 30 vagas, em diversas áreas do conhecimento, para alunos daquela instituição).

Em todo o complexo da Estação Cabo Branco, o visitante ouve composições e interpretações de artistas paraibanos, veiculadas pelo sistema externo e interno de som. É o projeto Som da Paraíba, criado para difundir a música paraibana cantada e instrumentalizada.