Estação Cabo Branco exibe aves e peixes empalhados

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Desde o último sábado (13) a Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes apresenta uma exposição de taxidermia, que permanece em cartaz até o dia 12 de outubro e apresenta cerca de 50 peças que podem ser visitadas de terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Lá, o visitante vai poder observar várias espécies, inclusive peixes e crustáceos.

A taxidermia é definida como a arte ou processo de empalhar animais que consiste na retirada da pele e seu curtimento, na retirada dos órgãos internos e vísceras do animal e no preenchimento com palha. A técnica pode ser desenvolvida para qualquer tipo de animal, aves, mamíferos, répteis e é muito utilizada nas espécies em extinção.

De acordo com Jair Azevedo, zootecnista do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica) e único taxidermista da Paraíba (no Brasil existem aproximadamente 30), esse processo tem duração de acordo com o tamanho do bicho. Pequenos animais são preparados no espaço de seis horas; para animais de porte médio, leva-se até vinte e quatro horas, e grandes animais necessitam de mais de um dia para o empalhamento.

A técnica – Depois do animal morto, espera-se o resfriamento em recipiente de refrigeração para dar-se início à dissecação. São utilizados todos os equipamentos cirúrgicos como luvas, máscaras e bisturi e uma equipe de no mínimo três técnicos, finaliza a tarefa que inclui ainda, a utilização de substâncias químicas tais como cânfora, arsênico, bórax, formol e carbonato de potássio que servem de base para a pasta taxidérmica usada no curtimento das peles.