Estação Nordeste é destaque em blog de jornalista do Dia Online

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Durante todo mês de janeiro, o Festival Estação Nordeste trouxe para os palcos do Centro Histórico e praia de Tambaú o melhor da música regional, nacional e internacional. Nesta 5ª edição, o Governo Municipal, através da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), conseguiu selecionar 24 atrações, agradando todos os gostos e para todos os públicos. Neste último fim de semana, Ray Lema, Adeildo Vieira, Caiana dos Crioulos, Gilberto Gil e Escurinho encerraram o evento com chave de ouro e abriu portas para a Capital paraibana em mais um espaço virtual.

O jornalista e crítico de música do Jornal O Dia – Online, do Rio de Janeiro, Mauro Ferreira, publicou neste domingo (31) em seu blog (blogdomauroferreira.blogspot.com), extensa matéria sobre os show ocorridos em João Pessoa durante a realização do Estação Nordeste. Ele destaca a apresentação do cantor Gilberto Gil com o sugestivo título “ Gil emerge jovial na praia de grandes sucessos”, numa alusão à praia de Tambaú, local do show do último sábado. Diz o texto de Mauro: “Com energia e vitalidade juvenis que desmentem seus 67 anos, Gil enfileirou hits em show alegre e festivo, aberto com a filosófica Tempo Rei, de 1984. Mesmo quando cantou serenamente uma ou outra música mais contemplativa – como A Paz – foi em tom feliz de celebração”.

Outra apresentação que é destaque na postagem do jornalista foi a do congolês Ray Lema, ocorrida na sexta-feira (29). Ele relata que o músico africano foi recebido com euforia pelo público que se aglomerou em frente ao palco armado na praça Ponto de Cem Réis, no Centro de João Pessoa. Ferreira escreve que o cantor Gilberto Gil se juntou a Lema e a Chico César – que já estava no palco – numa jam de tom afro em que o trio misturou o tema Ata N’ Dele (um dos sucessos de Lema) com Peixe Vivo, o folclórico tema mineiro puxado por Chico. Os músicos mostraram imediato entrosamento e falaram a mesma língua, reiterando que bebem da mesma fonte, como sintetizou Gil ao falar – em cena – do encontro”, assim descreveu Mauro.

Mas quem realmente chamou a atenção do jornalista foi o pernambucano mais paraibano de todos: o cantor, compositor e arranjador Escurinho. Que pela batida do seu pandeiro revira os sons e sintetiza a linguagem regional ao universo cibernético. Em uma costura no texto, Mauro Ferreira diz: “Escurinho iluminou a última noite do Festival Estação Nordeste com show feito na Praia de Tambaú. Munido de seu pandeiro, Escurinho toca e canta ritmos como maracatu, coco-de-embolada e ciranda, só que na pressão do rock e com letras em fina sintonia com a modernidade tecnológica. Mais para o fim, a ciranda dá o tom da apresentação do artista, hábil ao dar um toque cibernético e atual à cultura popular nordestina. A gente se vê no YouTube, disse, antenado.