Estação Nordeste terá Adeildo e Jackson Envenenado, domingo

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Neste domingo (4), os pólos integrados ao projeto Estação Nordeste apresentarão várias facetas da cena musical contemporânea da Paraíba. O público ouvirá canções regionais, rap e ainda homenagem ao “Rei do Ritmo”, Jackson do Pandeiro. Às 17h, o músico e compositor Adeildo Vieira se apresentará na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes. No repertório, estão sucessos já consagrados, além de uma “palhinha” do novo trabalho, que está saindo do “forno”. A partir das 19h, na Praça do Caju, no Bessa, haverá a performance de rap do ‘Síndrome do Sistema’ (SDS). No mesmo local, o grupo Jackson Envenenado promete um som psicodélico, bem apimentado, com temáticas nordestinas. A realização do evento é da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Adeildo Vieira vai fazer uma apresentação com canções do CD ‘Diário de Bordo’, lançado em 2000, e do primeiro DVD, gravado ao vivo no Teatro Santa Roza, intitulado ‘Chega Junto’. O artista promete ainda mostrar algumas músicas do próximo álbum, que tem previsão de lançamento para março. Esse trabalho está sendo produzido com recursos do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto do Anjos (FIC).

Vitrine – Para o cantor e compositor, se apresentar na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes é como estar em uma espécie de vitrine nacional e internacional. “Considero um lugar estratégico para a divulgação do produto cultural paraibano por se tratar de um local onde há uma visitação espontânea do público pessoense e de outros lugares do Estado, do País e até do mundo”, observou Adeildo. “Pretendo provocar uma interação já característica nos meus espetáculos, que sempre têm um quê de celebração à vida e à cena da nossa cidade”, acrescenta.

Acompanharão Adeildo Vieira no show de domingo os músicos Leo Meira (guitarra), Gledson Meira (bateria), Jorge Negão (baixo), Dida Vieira (vocal) e Uaná Vieira (teclados). Haverá ainda a participação especial de Rudá Vieira e Manuela Azevedo. A produção é de Fátima Amaral. Os trabalhos técnicos de som estão sob a responsabilidade de Rodrigo Maciel.

Envenenados – Dentro do projeto Circuito das Praças, que também está integrado ao Estação Nordeste, se apresenta domingo uma banda que vem direto da terra natal do ‘Rei do Ritmo’ – Alagoa Grande. O grupo Jackson Envenenado promete uma justa homenagem ao filho mais ilustre daquela cidade. Entre as músicas do ícone nacional, influenciador de tantos artistas, estão ‘Sebastiana’, ‘Como tem Zé na Paraíba’, ‘Chiclete com Banana’ e ‘Cantiga do Sapo’.

Os integrantes do Jackson Envenenado também garantem que vão mostrar ao público boas doses de poesias politizadas e psicodélicas, incorporando temáticas nordestinas com o velho rock and roll. Farão parte do repertório composições da banda, como ‘Quanto?’, ‘Luz sonar distante’, ‘Secas’, ‘O calor que queima o sol’, ‘Imagens’ e ‘Cartas no espelho’, todas assinadas por Robério Chaves.

Também na Praça do Caju haverá o show do grupo Síndrome do Sistema. Dentro da cultura hip-hop os integrantes trarão composições próprias, com o propósito de informar, passar mensagens positivas e enriquecer a bagagem do rap nordestino.

Adeildo Vieira
– Nascido em Itabaiana (PB), Adeildo Vieira iniciou a trajetória musical em 1984. Na época, começou a desenvolver projetos culturais de natureza coletiva, no Musiclube da Paraíba. A entidade era formada por músicos e compositores paraibanos. Pelo local passaram artistas como Pedro Osmar, Chico César, Milton Dornellas, Paulo Ró, Escurinho, entre outros personagens importantes do cenário local.

O artista participou de vários festivais regionais e nacionais de música. Em 2000, lançou o CD ‘Diário de Bordo’, primeiro registro fonográfico da carreira. O álbum teve boa repercussão do público e da crítica. Em 2008, ele gravou ao vivo, no Teatro Santa Roza, o DVD ‘Chega Junto’. O trabalho contou com a participação de vários artistas locais, a exemplo de Gláucia Lima, Dida Vieira, Eleonora Falcone, Glória Fonseca e Débora Vieira.

Atualmente, o compositor está gravando seu segundo CD com patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos (FIC).

Jackson Envenenado – Esse grupo diz que faz um diálogo “embolado” entre a tradição e o rock and roll. A banda foi criada em 2001, em Alagoa Grande. Influenciados pelo imortal Jackson do Pandeiro, os músicos adotaram o diálogo frenético do pandeiro com a guitarra, o baixo e a bateria. Os componentes já se apresentaram juntos em diversos festivais e projetos culturais realizados em vários Estados nordestinos.

A banda é composta por Robério Chaves (voz, violão e percussão), Jéfferson Pereira (baixo), Kênio Carvalho (guitarra) e Paulo Henrique (bateria). A partir de fevereiro, os músicos vão entrar em estúdio para gravar o CD ‘Explorando Cana-de-açúcar’. O projeto também foi aprovado pelo FIC.

Síndrome do Sistema – O grupo de rap atua desde o início de 2004. É formado pelos MC e produtor Mr. Soh, pela MC, artista plástica e produtora musical Yanaya Juste e por Mussum Racional. As apresentações contam também com participações especiais do DJ e produtor musical Lord Alf e de alguns MCs paraibanos.

A banda nasceu em Mangabeira. Nas letras das músicas, o grupo retrata toda vivencia, protesto, alegria e denúncia. O grupo SDS também atua com a produtora Du Cangaço Produções em eventos de rap na cidade, como o Baile de Fim de Ano do SDS.

No novo disco, que já está sendo gravado, o SDS trará inovação ao rap produzido na Paraíba. Com ousadia e sátira, os MC’s estão trabalhando composições em francês, espanhol e inglês. A produção musical é de Yanaya Juste.