Fazenda Lampião é a campeã do Festival de Quadrilhas Juninas

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Com o tema ‘Paraíba Sim Senhor, Terra do Algodão Colorido e do Caboclo Sonhador’, a Quadrilha Fazenda Lampião, de Mangabeira, mostrou que o luxo não precisa necessariamente de brilho e sim de criatividade. O grupo, formado por 40 casais, foi o campeão do 13º Festival de Quadrilhas Juninas Arraial do Varadouro. Em segundo lugar, ficou a Sanfona Branca, seguida pela Sucupira. O evento, uma realização da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), aconteceu de 18 a 21 de junho, na Escola Municipal Dumerval Trigueiro, no bairro do Rangel.

O chefe da Divisão de Cultura Popular da Funjope, Emilson Ribeiro, disse que nesta edição do campeonato houve uma aproximação maior entre as quadrilhas consideradas pequenas e aquelas já conhecidas do público. “Foi vencedora uma quadrilha que, apesar de um pouco estilizada, se aproximou mais das nossas tradições, sem uso de brilho. Foi uma demonstração de que nem só o exagero traz premiação”, afirmou. “Há uma tendência generalizada das quadrilhas em todo estado em minimizar os exageros de ornamentação”, observou.

Ainda de acordo com Emilson Ribeiro, a solenidade de premiação e entrega de troféus às quadrilhas vencedoras acontecerá no período da Festa das Neves, em agosto, quando é comemorado o aniversário de fundação da cidade. Durante o evento, as cinco primeiras colocadas irão se apresentar. São elas: Fazenda Lampião, Sanfona Branca, Sucupira, Lageiro Seco e Flor de Lírio.

O presidente da Quadrilha Fazenda Lampião, Leonilson Aquino, mais conhecido como Coroné Chumbinho, disse que o objetivo do grupo foi mergulhar na identidade paraibana. “A gente se prepara para o povo, por isso buscamos temas regionais, sem brilho e ornamentação exagerada. Conseguimos o sexto campeonato. Agora, vamos buscar o hexacampeonato estadual”, afirmou.

A criatividade da Fazenda Lampião enveredou pelo trabalho artesanal e transformou manta grossa em figurino, com aplicação de botões feitos com quenga de coco. Também houve espaço para as sandálias de couro. A ornamentação do espaço onde o grupo se apresentou simulou a varanda de uma casa de fazenda. Para isso, foram armadas duas redes, fabricadas com algodão colorido. O cenário contou ainda com dois balaios cheios de capucho de algodão. O troféu, confeccionado de forma artesanal pelo artista plástico Paulo Aurélio, utiliza materiais reciclados, a exemplo de papel machê e pano, retratando o ciclo junino, com um casal matuto e os símbolos marcantes deste período.