Festival “Música do Mundo” é elogiado por músico argentino

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A terceira noite do festival “Música do Mundo” foi marcada pelo ritmo do acordeon do argentino Chango Spasiuk e pela sanfona de oito baixos, popularmente conhecida no interior nordestino como ‘pé de bode’, tocada por Luizinho Calixto. A diversidade musical e de estilos dos músicos convidados confirmaram a amplitude atingida pelo projeto, que é promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultural (Funjope).

Um dos pontos altos da noite foi quando os músicos Luizinho Calixto e Chango Spasiuk tocaram juntos as composições ‘Feira de Mangaio’, de Sivuca, ‘Asa Branca’ de Luiz Gonzaga e ‘Eu só quero um xodó, de Anastácia e Dominguinhos. O prefeito Ricardo Coutinho, presente ao evento, revelou que o o Festival “Musica do Mundo está consolidado. “É onde se incorporam fatos importantes, como as participações dos moradores e turistas, num perfil de evento que não é muito comum nas cidades brasileiras. Além do mais, o festival atrai pessoas de todas as idades, as famílias, que se deslocam até aqui para ouvir uma música que não toca nas rádios e isso faz toda a diferença”, avaliou.

A primeira atração foi o músico paraibano Luizinho Calixto, que atualmente reside na cidade de Fortaleza, e traz na sua genética as tradições musicais presentes na família Calixto. No show, o artista estava acompanhado da banda formada pelos músicos Márcio Ramalho (violão de sete cordas), Poti Júnior (cavaquinho), Barroco (zabumba), Denis (bateria), Thiago (agogô) e Novinho (pandeiro). No repertório clássicos da música brasileira, como ‘Pedacinho do Céu’, de Waldir Azevedo e ‘Santa Morena’, de Jacob do Bandolin.

Calixto parabenizou a gestão municipal pela iniciativa, afirmando que estava muito feliz em participar de um evento como este e que espera “que outros estados acompanhem esta ideia, pois um projeto como este, com certeza vai descobrir novos talentos, além de que, resgata o instrumentista e o instrumento”.

Chango Spasiuk, considerado um dos expoentes máximos do chamamé, estilo oriundo da tradição rural que anima os bailes das regiões do norte da Argentina, falou que um festival de música “acima de tudo é um grande encontro e, diferente do que acontece no futebol, também é um evento que reúne pessoas”. Para ele, a música tem o poder de agregar os povos, numa manifestação onde todos saem vitoriosos. O músico também ressaltou o seu encantamento com a cidade de João Pessoa. “Esse espaço é um verdadeiro paraíso e o evento, além do entretenimento, provoca um intercambio cultural importantíssimo”, afirmou.