Festival do ProJovem lembra os ‘60 anos dos Direitos Universais’

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Teatro, dança e música, enfocando os ‘60 anos dos Direitos Universais’. Esse será o tema do Festival de Artes promovido pelo ProJovem Adolescente e coordenado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). A iniciativa faz parte do encerramento das atividades do Ciclo I do programa, que trabalha a formação cidadã, além da convivência familiar e comunitária de jovens na faixa etária de 15 a 17 anos. O evento acontece nesta quarta-feira (17) no Teatro do Serviço Social da Indústria (Sesi), Centro da cidade, e deverá reunir cerca de 500 participantes.

A assessora técnica do ProJovem Adolescente, Valeska Ramalho Ribeiro, explica que o tema central do festival será desdobrado em assuntos específicos como direitos do Meio Ambiente e Social. “No aspecto social, vamos trabalhar o respeito, diversidade de gênero, direito da mulher, preconceito, moradia, educação, saúde, lazer e, principalmente, o acesso à cultura”, destaca.

Ainda segundo ela, o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (que completou 60 anos na última quarta-feira (10)) foi escolhido por estar relacionado com o primeiro eixo de atividades do programa. “Como trabalhamos o direito sócio-humano, casou com a realização do festival deste ano. Faz parte do dia-a-dia deles, propiciando conhecimento dos direitos e deveres dos jovens cidadãos em sua prática cotidiana”, observa.

O programa – O ProJovem Adolescente é uma iniciativa do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e conta com a parceria com PMJP, por meio da Sedes. Estão incluídos do programa jovens de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família e Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti). Também participam meninos e meninas que cumprem medidas sócio-educativas determinadas pelo Juizado da Infância e Juventude, como prevê o Governo Federal.

Em João Pessoa, são 1.250 jovens em situação de vulnerabilidade social inseridos no programa. Eles estão distribuídos em 53 coletivos, com uma média de 25 integrantes em cada um. Esses grupos se reúnem nos centros de Referência da Assistência Social (Cras), de Juventude (CRJ) e de Cidadania (CDC), espalhados em oito bairros – Mandacaru, Cruz das Armas, Ilha do Bispo, Alto do Mateus, Cristo Redentor, Valentina Figueiredo, Bairro São José e Colinas do Sul. A ONG Arca também entra como parceira nas atividades.

Eixos temáticos – O programa foi implantado na Capital em junho deste ano. A idéia é levar ao conhecimento dos adolescentes três eixos temáticos, que são os seguintes: ‘formação cidadã’, ‘convivência familiar e comunitária’ e ‘formação para o mundo do trabalho’. Para isso, ao longo dos meses são desenvolvidas atividades sócio-educativas, culturais e esportivas. Isso é feito quando os participantes estão no horário oposto ao da escola.

O objetivo é a inserção e permanência dos adolescentes no sistema educacional. Aqueles que completam 18 anos são encaminhados ao ProJovem Urbano, que também é coordenado pela Prefeitura, através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec).