Forró, MPB e cultura popular animam o Ponto de Cem Réis

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Há cerca de 17 anos, o paraibano de Cachoeira dos Índios, Raimundo Nonato Neto, começou a dupla com Raimundo Nonato da Costa, que é cearense de Santana do Acaraú. Em quase duas décadas de trabalho, os dois artistas têm atraído um público diversificado aos shows.

As composições de Os Nonatos já foram gravadas por nomes como Jackson Antunes, Flávio José, Vicente Nery, Sirano e Sirino, Amazan, Tom Oliveira, Valdonys, entre outros artistas. A dupla possui 15 CDs e um DVD no mercado.

Antes de Os Nonatos, a primeira atração da noite é a banda Forró Zoar,que promete subir ao palco e apresentar um repertório que vai desde o vaneirão até o forró mais estilizado. O grupo toca tanto músicas de sucessos consagrados por outros artistas como composições próprias.

Gracinha Telles – A cantora e compositora paraibana já participou de festivais, projetos culturais e shows individuais e coletivos na Paraíba e em outros estados brasileiros. Ela sempre está envolvida nos movimentos musicais e culturais da cidade. No repertório de hoje, a artista apresentará tanto composições próprias como de outros nomes da MPB.

Entre os trabalhos que Gracinha Telles fez, está a participação no disco ‘O Rei e o Jardineiro’, do Quinteto Violado. Ela chegou ainda a vencer o Festival Canta Nordeste em 2005. É de Gracinha também o CD ‘Ela é a Música’, onde canta acompanhada por artistas locais.

Cultura popular – A lapinha Jesus de Nazaré, de Mandacaru, é um trabalho do Mestre Maciel. Trata-se de uma brincadeira popular tradicional, trazida para o Brasil pelos jesuítas e que também é uma disputa entre os cordões azul e vermelho. Participam do grupo dezessete componentes, entre crianças e adolescentes. Acompanham o folguedo um bandolim, juntamente com violão, cavaquinho, pandeiro e atabaque.

Além de assistir, o público também poderá participar das duas lapinhas que se apresentam nesta terça-feira (03). Basta votar no cordão de sua preferência – o azul ou o vermelho. Esse voto se dá através de uma pequena importância simbólica, anotada em um quadro negro.

A terceira atração da cultura popular da noite é o Babau Joaquim Guedes. Trata-se do principal expoente do gênero em João Pessoa. A iniciativa é do Mestre Joaquim Guedes, que dedicou 65 anos para dar vida a bonecos como o Coronel João Redondo, o Nego Benidito, o Padre João do Queixo Fino, a Cobra, o Pelotão de Soldados, o Satanás com o Rabo Chamejante, a Quitéria mãe de Benedito, a Alma e outros.

O Babau também é conhecido como Mamulengo ou João Redondo. A arte tem origem no antigo Egito, em rituais à deusa Osíris. Nascido em Alhandra, o paraibano Joaquim Guedes começou a fabricar seus bonecos aos nove anos de idade, usando coco verde para entalhar as primeiras figuras dos personagens. Mais adiante, passou a usar madeira de imbaúba, mulungu ou jangada. Com seu falecimento, assumiu a brincadeira o filho Edvaldo Nascimento da Cunha, mais conhecido por Vavau. Ele atribuiu o nome Babau Joaquim Guedes ao seu teatro de mamulengos em homenagem ao pai.