Funjope abre inscrições para Prêmio Literário ‘Lúcio Lins’

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O poeta paraibano Lúcio Lins, ícone da poesia contemporânea paraibana, será mais uma vez homenageado pela gestão municipal, através do 1° Prêmio Literário Nacional ‘Poeta Lúcio Lins’, promovido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Fundação Cultural de João Pessoa (FUNJOPE). As inscrições já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente até o próximo dia 29 de outubro, em horário comercial, na sede da Funjope, situada à Praça Antenor Navarro, n° 06, Varadouro. Mais informações pelo telefone 3218-9811.

Segundo o regulamento do concurso, cada concorrente pode participar com apenas um livro de poemas escrito em Língua Portuguesa, que não poderá estar inscrito em qualquer outro edital da instituição no período entre a inscrição do concorrente neste concurso e a divulgação do resultado. O edital, a ficha de inscrição e demais informações encontram-se à disposição dos interessados no portal http://www.joaopessoa.pb.gov.br/licitacoes/funjope/2007/ep_00207.pdf ou na sede da Funjope.

Os trabalhos deverão ser entregues em um envelope sem lacre, contendo três vias do livro digitado, impresso em apenas uma das faces do papel, em folhas de tamanho A4 (21,0 x 29,7cm) com margens em torno de 2.0cm, com um montante mínimo de 50 (cinqüenta) e máximo de 80 (oitenta) folhas, em cada uma constando o título da obra e o pseudônimo do autor ou autora.

O vencedor receberá um prêmio em dinheiro, no valor de R$ 3 mil, e terá seu livro publicado pela Funjope, em um total de quinhentos exemplares, sendo 20% destes incorporados ao acervo da instituição.

O poeta – Falecido em 2005, Lúcio Lins teve intensa participação no movimento cultural da Capital, seja no Bar Travessia, ponto de encontro de artistas e intelectuais nos anos 80, ou no Jaguaribe Carne, ao lado dos ativistas culturais como Águia Mendes, Elmano Menezes, os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, ou ainda, como participante da publicação da revista ‘Ler’, ao lado dos escritores e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Hidelberto Barbosa Filho, Edônio Alves e Wellington Pereira.

Lúcio Lins é autor dos livros ‘Lado que cavas/que covas’, lançado em 1982, ‘As lãs da insônia’, publicado pela Editora Idéia, em 1991. Neste mesmo ano, lançou ‘Perdidos Astrolábios’, pela Editora Universitária, de Recife, além de ‘História Flutuante’, da Coleção Literatura Paraibana Hoje, distribuído pela ‘Edições Varadouro’, a partir do ano 2000, na Capital. O poeta também publicava seus poemas em suplementos literários, como o ‘Correio das Artes’ e ‘Suplemento Literário de Minas Gerais’.

O poeta pessoense constituiu um grande leque de parcerias musicais gravadas por artistas paraibanos, a exemplo de Adeildo Vieira, Byaya, Chico César, Fuba e Zé Wagner, Paulo Ro e Pedro Osmar.

O cantor e compositor Paulo Ró, um dos fundadores do Jaguaribe Carne, lembra a relação do poeta com o movimento. “O poeta Lúcio Lins sempre esteve presente no trabalho do Jaguaribe Carne. Sua poesia tem tudo a ver com nossas posições políticas e culturais. Temos muitas parcerias, porque ele produzia muito e sempre nos mostrava suas criações ainda manuscritas. Sua criatividade poética nos instigava à criação. Ele tinha um poço sem fundo de idéias e nos incentivava a olhar para o futuro”.

Para Lau Siqueira, diretor executivo da Funjope, Lúcio é o poeta das imagens exatas, das metáforas colhidas no sumidouro das noites de boemia, entre braços, pernas e bocas que se perdem nas canções do infinito.