Funjope anuncia substituição na atração de fim de ano

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A Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) informa que o Réveillon da Capital terá como atração, o cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo em substituição ao cantor carioca Jorge Vercilo, que fez exigências além do contrato firmado. Geraldo Azevedo sobe ao palco logo após a queima de fogos, que acontece à meia noite. Compõem também a programação da festa, os DJ’s Chico Correa e Guirraiz, a banda baiana Vixe Mainha, acompanhada da cantora Gil, e a Orquestra Sanhauá.

Além das questões contratuais, a Funjope, optou por uma atração mais nordestina, com uma mensagem mais identificada com a população da cidade e com o trabalho cultural que a Funjope vem desenvolvendo ao longo dos últimos 6 anos.

Segundo o Diretor Executivo da Funjope, Chico César, para um evento histórico como é o Réveillon, é importante manter as conquistas e a conexão com o momento. “Para nós, não basta a festa. É importante que a história e as conquistas das pessoas tenham conexão com o momento da virada do ano, com a energia desse momento novo que começa. Nós sentimos que o nome de Geraldo Azevedo traduz melhor essa conexão”, explicou.

Geraldo Azevedo – O compositor, cantor e violonista pernambucano Geraldo Azevedo seus estudos musicais de forma autodidata. Aos 12 anos de idade já tocava violão. Iniciou sua trajetória musical quando, aos 18 anos, mudou-se para Recife a fim de estudar, onde conheceu Teca Calazans, cantora, Naná Vasconcelos, percussionista, Marcelo Melo e Toinho Alves que faziam parte do grupo folclórico Construção.

Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou com a cantora Eliana Pittman. Fundou o Quarteto Livre que acompanhou o cantor paraibano Geraldo Vandré em diversas apresentações. A cantora Eliana Pittman, em 1968, gravou ‘Aquela rosa’ composição de Geraldo Azevedo. No início da década de 70, junto com o também pernambucano Alceu Valença formou dupla, com a grande performance no Festival Universitário da TV Tupi com as composições ‘78 rotações’ e ‘Planetário’, a dupla chamou a atenção da gravadora Discos Copacabana e em 1972, lançou com Alceu Valença, seu primeiro LP, intitulado ‘Quadrafônico’.

Atualmente, com mais de 20 álbuns gravados, Geraldo Azevedo é reconhecido em todos os nichos da música popular brasileira. Nordestino singular, o artista não se excede quando recorre aos sons da infância no sertão pernambucano puxando a sua viola, a sonoridade dos violeiros, cancioneiros populares e do próprio Luiz Gonzaga. O seu trabalho é marcado pela versatilidade musical, onde é possível se encontrar líricas canções de amor, como ‘Dia Branco’, números caribenhos e cheios de swing, como ‘Veneza Americana’, composições urbanas e futuristas, a exemplo de ‘Taxi Lunar’, chegando até ao puro xote tradicional nordestino, em ‘Todo Jeito Ela Tem’, sem deixar de expressar a sua forte raiz pernambucana em eletrizantes frevos que se tornaram clássicos, como ‘Tempo Tempero’, Pega Fogo Coração’ e ‘Tempo Folião’.