Funjope apóia realização do 14º Tributo ao cantor Gonzaguinha

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Os admiradores da música de Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha, terão a oportunidade de relembrar composições do artista neste sábado (5) a partir das 21h, no Coqueiro´s Bar, localizado no bairro dos Bancários, durante o 14º Tributo a Gonzaguinha. O evento é coordenado pela jornalista Fátima Sousa (Mana), tendo o apoio da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da sua Fundação Cultual (Funjope).

A expectativa da idealizadora é reunir artistas, intelectuais, poetas, escritores, estudantes e o pessoal da imprensa numa grande confraternização, onde, segundo ela, “é um momento especial, onde grandes sucessos de Gonzaguinha são interagidos pelos presentes num clima de nostalgia e beleza”.

Mana, como também é conhecida a jornalista Fátima Sousa, fala do inicio dessa iniciativa. “O Tributo foi uma brincadeira que virou tradição. O primeiro foi realizado depois de cinco anos da morte de Gonzaguinha. Eu, minha irmã Cristina e duas amigas, Mary Bernardo e Vera Lúcia curtíamos muito ele. Depois que ele morreu, todo ano íamos matar a saudade na casa de uma das amigas. Eu sempre dizia que nos cinco anos da morte dele, faria aquilo virar público e virou. Fiz uma matéria conclamando os fãs de Gonzaguinha abrissem o Baú da saudade, na minha casa. O jornalista Carlos Aranha era o editor de Cultura do Norte e colocou meu telefone sem eu saber. Resultado, o telefone de casa não parava de tocar, as pessoas procurando saber o endereço. Foi o melhor que achei até hoje, no Castelo Branco”, relatou.

Sobre o seu sentimento em relação ao tributo, Mana confessa. “Fico muito gratificada em realizar este evento, porque é uma corrente de solidariedade. Não tem muito aparato, é um evento simples, mas quem participa é grandioso. Recebemos o apoio de amigos que também são fãs num evento que não tem fins lucrativos, ao contrário, há dois anos estamos fazemos ação de solidariedade, para a Ong Donos do Amanhã, que atende crianças com câncer vindas do interior”, revela.

História – Gonzaguinha era filho do também cantor e compositor Luiz Gonzaga, o ‘Rei do Baião’ e de Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil. O artista compôs a primeira canção ‘Lembranças da Primavera’ aos catorze anos, e em 1961, com 16 anos foi morar com o pai para estudar. Voltou para o Rio de Janeiro para estudar Economia, pela Universidade Cândido Mendes. Na casa do psiquiatra Aluízio Porto Carrero, conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins.

Foi nessa convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante papel na música popular do Brasil nos anos 70. Em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação.

Conhecido pela postura de crítica à ditadura militar, Gonzaguinha teve diversas canções censuradas pelo DOPS durante este período. Com o começo da abertura política, na segunda metade da década de 1970, o artista começou a modificar o discurso e a compor músicas de tom mais aprazível para o público da época, como ‘Começaria tudo outra vez’, ‘Explode Coração’ e ‘Grito de alerta’, gravadas por ícones da música brasileira, como Maria Bethânia, Simone, Elis Regina (Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Gonzaguinha faleceu em 29 de abril de 1991, aos 45 anos, vítima de um acidente automobilístico após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná.

Serviço – O Coqueiro’s Bar está localizado na Rua João Francisco de Souza Lima, nº. 78, conjunto Anatólia, no Bancários, após a Life Academia. Mais informações pelo telefone 8887-2006 (Mana).