Funjope inscreve para oficina de vídeodança que começa na próxima segunda

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Já estão abertas as inscrições para a oficina de vídeo-dança que a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) realizará, a partir da próxima segunda-feira (26) até o dia 30 deste mês, sempre das 8h às 12h, em parceria com o Ponto de Cultura Urbe Audiovisual (da seccional paraibana da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD-PB). As aulas acontecerão no Casarão 34, localizado à Praça Dom Adauto, Centro da cidade.

Os interessados em participar da oficina ‘Kino-coreografias׃ entre o corpo e a câmera’ devem providenciar a inscrição até esta quinta-feira (22), na coordenação do projeto ‘Novembro da Dança’, instalada na sede da Funjope, localizada à Praça Antenor Navarro, 06, no Centro Histórico. Tanto a oficina como as inscrições são inteiramente gratuitas.

A seleção também será feita até a próxima quinta, por meio da análise de currículo e carta de intenção, em que o candidato responderá a questões como ‘por que deseja participar do curso?’, ‘o que entende por vídeo dança?’, ‘qual sua ocupação/profissão?’ e ‘o que espera do curso?’. A oficina integra a programação do projeto Novembro da Dança e tem o patrocínio do Ministério da Cultura (MinC) e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Público – A oficina ‘Kino-coreografias׃ entre o corpo e a câmera’ é destinada a videastas, coreógrafos e bailarinos interessados em pesquisar a relação entre corpo, movimento, espaço, imagem e som. Estão reservadas 25 vagas aos participantes selecionados para uma carga de 20 horas/aula.

O objetivo é investigar a relação entre o audiovisual e a dança, não como um novo gênero audiovisual, mas como um espaço de pesquisa atravessado por variações que vão da antropologia às artes visuais e às novas tecnologias.

Metodologia –
O curso, dividido em três partes, será ministrado pelo professor Alexandre Veras, diretor da ONG Alpendre, um espaço de pesquisa, formação e produção voltado para a arte contemporânea, onde coordena o Núcleo de Vídeo-Dança que já produziu mais de 20 trabalhos na área.

Na primeira parte da oficina, o participante terá um mapeamento da busca pela reprodução do movimento e seus desdobramentos técnicos, sociais e antropológicos na construção do dispositivo-cinema. Na segunda parte, o trabalho se desenvolverá a partir das relações espaço/tempo/movimento/corpo/imagem na configuração de um espaço de pesquisa denominado vídeo-dança. Num terceiro momento serão conduzidos exercícios práticos de experimentação de linguagem e de trabalho colaborativo entre coreógrafos, videastas e bailarinos.

Programa – O primeiro bloco do curso é constituído dos temas ‘A busca do movimento’, ‘Do pré-cinema ao cinema do dispositivo’, ‘O primeiro cinema e a construção de uma linguagem’ e ‘As vanguardas e as experimentações com o movimento puro e novas estruturas narrativas’.

Já o segundo bloco aborda os seguintes aspectos da dança: ‘Variações perceptivas’, ‘A construção de espaço/tempo no audiovisual’, ‘As implicações do suporte: do espaço tri-dimensional ao bidimensional, o olho da câmera’ e ‘Entre o vídeo e a dança: análise da construção de linguagem em trabalhos de vídeo-dança’. No terceiro bloco, os alunos farão exercícios colaborativos.

O professor – Alexandre Veras, diretor da ONG Alpendre, assina sete dos mais de 20 trabalhos que produziu na área da vídeo-dança: ‘AnaRosaLinda’ (2000), ‘O tempo da delicadeza’ (2002), ‘Aquário’ (2003), ‘Claustros’ (2004), ‘San Pedro’ (2005), ‘Partida’ (2006) e ‘Marahope 14/07’ (2007). Ele atua como professor desde 1993, ministrando oficinas técnicas e de linguagem e participando da implantação de processos continuados de formação.

Já realizou vários trabalhos em vídeo explorando a linguagem do documentário e da vídeo-arte na fronteira com a literatura, as artes visuais, a dança, a filosofia e a música. Recentemente trabalhou na implantação da Escola de Audiovisual de Fortaleza (CE), ajudando a definir o projeto pedagógico e o itinerário formativo. Colabora com jornais e revistas e recentemente inseriu um texto sobre linguagem de vídeo-dança na publicação final do ‘DançaEmFoco’.