Gerente da Anvisa faz alerta sobre uso exagerado de remédios

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O impacto da propaganda junto à sociedade leva a um consumo exagerado de remédios e medicamentos. O alerta é da gerente Geral de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda da Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), Maria José Delgado Fagundes, que está em João Pessoa para participar da capacitação de educadores de escolas municipais a respeito do uso racional de remédios e medicamentos.

A capacitação ocorre nesta sexta-feira (25) e sábado (26), no auditório do Hotel Netuanah, em Cabo Branco, a partir das 9h, e é uma parceria entre as Secretarias Municipais de Saúde e Educação e a Anvisa, através do programa nacional Educanvisa. O objetivo é que esses educadores levem os ensinamentos à sala de aula. “É importante capacitar os professores para que possam abordar o tema em sala de aula. As pessoas não conhecem os medicamentos e seus riscos e consomem esse material como um produto qualquer”.

Além de Maria José Delgado, mais três técnicas da Anvisa irão ministrar a capacitação para os professores da rede pública municipal, que na ocasião receberão um vasto material didático que deverá ser aplicado com os seus alunos. São jogos, cartilhas, cartazes, livros de histórias, CDs, DVDs e folders que serão utilizados pelos edeucadores para orientar as crianças do ensino fundamental a respeito do uso racional de remédios.

Em 2006, João Pessoa foi a primeira capital do país a realizar a etapa inicial do Educanvisa com a capacitação de duas escolas. “Aqui tivemos um resultado excelente, inclusive com a produção de um CD que foi distribuído em todas as escolas do país atendidas pelo projeto”, afirmou Maria José Delgado.

Nesta segunda fase serão mais 13 educandários contemplados e a intenção é capacitar todo o Estado numa próxima etapa. A farmacêutica Leila Cordeiro, da coordenadoria de medicamentos da Gerência de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, organiza o projeto em João Pessoa e considera a iniciativa bastante válida. “É importante que os educadores saibam transmitir informações corretas a respeito de um material que pode ser nocivo se usado da forma incorreta”, afirmou.