Grupo ‘Oitavas no Choro’ toca no projeto “Sabadinho Bom”

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O projeto ‘Sobremesa’ da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), que acontece aos sábados na Praça Barão do Rio Branco, no Centro, agora passa se chamar ‘Sabadinho Bom’. Neste sábado (4), a partir do meio dia, o público vai apreciar as melodias do grupo de chorinho ‘Oitavas no Choro’. O evento, que acontece semanalmente, faz parte da programação do Circuito Cultural das Praças, é promovido pela Fundação Cultural (Funjope).

Em todas as edições do projeto, a Praça Barão do Rio Branco ganha um aspecto especial por meio da musicalidade do chorinho e da reunião de apreciadores do gênero, entre eles, músicos, estudantes, professores, funcionários do comércio e transeuntes, que não resistem aos encantos sonoros e a beleza natural e arquitetônica daquele complexo histórico.
‘Oitavas no Choro’ – Segundo seus integrantes, o grupo musical Oitavas do Choro surgiu em João Pessoa, no ano de 2009, a partir do reencontro de alguns amigos que, com afinidade ao choro, quiseram expressar o desejo de ampliar e diversificar o cenário de grupos de choros na cidade, através da execução instrumental, abrindo espaço para um repertório amplo e diversificado do gênero.

O repertório mescla diferentes ritmos, a exemplo de sambas, maxixes, choros-canções, traduzindo a beleza de nossa música, inclusive com produções paraibanas. Choros tradicionais e produções mais modernas fazem parte do show
Formação – O grupo é formado pelos músicos Cornélio Santana (flauta), João Maria (violão de Sete Cordas), Medeiros (cavaquinho), Francinete (vocal) e Mel (Pandeiro). “ Oitavas no Choro” faz alusão a um dos intervalos musicais que ilustram com tanto brilho as partituras dos choros e ainda contribuem em seus dinâmicos e complexos desenhos melódicos” revelou Cornélio Santana. Na avaliação de Cornélio, “o grupo nas suas apresentações consegue traduzir a dimensão e a beleza do choro instrumental e cantado, através da pesquisa e divulgação desse gênero musical”.

Repertório – Os músicos optaram por um repertório que navega entre os clássicos do gênero, fazendo um passeio pelos sambas, e outras pérolas musicais contemporâneas que possam traduzir e complementar a idéia de fortalecimento e divulgação da MPB.

O Choro – Surgido por volta de 1870, no Rio de Janeiro, inicialmente não se caracterizou como estilo musical. Mas, pela forma abrasileirada com que músicos da época tocavam ritmos estrangeiros como a polca, o tango e valsa o gênero musical caiu no gosto popular. Os músicos utilizavam, entre outros instrumentos, o violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarinete que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e choroso. O termo Choro passa, então, a denominar o estilo influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu.

A partir de 1880, o Choro populariza-se nos salões de dança e nas festas da periferia carioca. Um dos primeiros chorões – nome dado aos integrantes desses conjuntos – é o flautista Joaquim Antônio da Silva Callado. Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga criam as primeiras composições, firmando o Choro como gênero musical com características próprias.
O Choro também está presente na música erudita. Um exemplo é a série ‘Choros’, do maestro Heitor Villa-Lobos. A partir da década de 50 perde um pouco a sua popularidade, mas mantém-se presente na produção de vários músicos da MPB. É redescoberto na década de 70, quando são criados os Clubes do Choro e a partir de 1995 é fortalecido por grupos que se dedicam à sua divulgação.

História – A Praça Barão do Rio Branco, que foi recentemente revitalizado pelo poder público municipal, faz parte do Conjunto Arquitetônico da Capital pertencente ao Patrimônio Histórico Nacional. Conhecida também como Praça do Erário, a praça está localizada em frente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre as ruas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias. O local foi recuperado graças a uma parceria do Iphan com a Prefeitura de João Pessoa. Agora, o logradouro será utilizado como mais um espaço de lazer e cultura da cidade.