Grupo Oitavas no Choro anima Praça Rio Branco neste sábado

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O Sabadinho Bom apresenta na primeira edição do mês de fevereiro o grupo paraibano Oitavas no Choro. O evento será neste sábado (4), ao meio dia, na Praça Rio Branco, localizada no Centro Histórico da Capital. A realização é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por intermédio da Fundação Cultural (Funjope).

O repertório do grupo, que volta a se apresentar no projeto, conta com clássicos imortalizados por grandes nomes do gênero, a exemplo de Waldir Azevedo, Altamiro Carrilho, Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Sivuca.

Oitavas no Choro – O grupo surgiu do reencontro de alguns amigos e afinidades musicais. Segundo seus integrantes, o nome ‘oitavas no choro’ faz alusão a um dos intervalos musicais que ilustram as partituras dos choros, contribuindo com os desenhos melódicos do gênero, considerados dinâmicos e complexos.

Sabadinho Bom – É considerado um dos projetos culturais que mais se adaptou ao ambiente central da Capital, pelo fato de acontecer em um horário alternativo e atrair grande número de apreciadores do choro. Durante os seis meses de sua primeira temporada (de setembro de 2010 a fevereiro de 2011), o projeto apresentou o melhor do gênero na voz e nos acordes dos principais grupos pessoenses e de cidades próximas. Para esta nova fase, o Sabadinho Bom inova, trazendo uma vez por mês nomes nacionais. A programação geral inclui shows todos os finais de semana.

O espaço onde é realizado o projeto Sabadinho Bom foi revitalizado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP) e faz parte do Conjunto Arquitetônico da Capital, sendo ainda Patrimônio Histórico Nacional. Conhecida também como Praça do Erário, o logradouro está localizado em frente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entre as ruas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias. O local foi recuperado graças a uma parceria do Iphan com o governo municipal.

História – Surgido por volta de 1870, no Rio de Janeiro, o choro inicialmente não se caracterizou como estilo musical. Mas, pela forma abrasileirada com que músicos da época tocavam ritmos estrangeiros como a polca, o tango e a valsa, o gênero musical caiu no gosto popular. Os músicos utilizavam, entre outros instrumentos, o violão, flauta, cavaquinho, bandolim e clarinete, que dão à música um aspecto sentimental, melancólico e choroso. O termo choro passa, então, a denominar o estilo influenciado por ritmos africanos, como o batuque e o lundu.