Indústria do cinema gera empregos diretos e indiretos em João Pessoa

Por Nayanne Nóbrega - em 877

A indústria do cinema tem gerado empregos diretos e indiretos na Capital paraibana. O setor movimenta a economia local, gerando empregos desde costureira, encanador, eletricista até figurinista, produtora e parcerias internacionais. De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), João Pessoa tem a terceira maior produção cinematográfica do país.

Nos últimos quatro anos a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) investiu aproximadamente R$ 8 milhões em produções na área de cinema e vídeo através do prêmio Walfredo Rodriguez de Audiovisual. Ações de estímulo na distribuição e na exibição resultaram no lançamento de 43 produções cinematográficas.

O empresário Rafael Gally, que trabalha com transporte e serviço de catering (alimentação), avalia a geração de empregos através das produções cinematográficas. “O cinema na Paraíba está fazendo com que aumente essa cadeia de empregabilidade nova e isso são os frutos dos investimentos. Para nós que trabalhamos com o serviço de catering e transporte isso é muito bom, é uma forma de gerar empregos e otimizar o tempo das pessoas no momento da filmagem. Levamos toda estrutura de restaurante até as gravações”, explicou.

Antes de tudo essa é uma oportunidade de trabalhar com cinema e quando acontece algum projeto acaba empregando uma equipe toda. Tem gente daqui, de Recife, do Rio de Janeiro, de todo lugar. É um aprendizado de via dupla. É mais mão de obra e trabalho pra gente, isso é muito importante. Um longa, como este, representa muito para nosso estado, portanto, unimos as forças para o projeto sair bem bacana”, destacou a assistente figurinista, Juliana Dias, que está trabalhando no longa “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira.

Já a produtora de cinema, Vanessa Barbosa, ressaltou que apenas um filme pode gerar até 80 empregos diretos. “Nos últimos quatro anos teve um maior desenvolvimento e investimento no cinema e isso criou um mercado de empregos. Essa é uma realidade e todos os dados da Ancine podem provar. O cinema é uma obra coletiva, ela realmente exige a junção de diversos tipos de serviços. É ampla e abraça vários setores, desde equipe técnica, artística, produção e terceirizados. Tem produções que podem gerar até 80 empregos diretos. Há pessoas que vivem disso, não é hobby, é real. Eu vivo disso, se não tem filme, eu não tenho emprego”, disse.

O diretor executivo da Funjope, Maurício Burity ressaltou a importância do edital Walfredo Rodriguez. “Sem dúvida dar continuidade aos lançamentos dos editais, que anualmente temos mantido essa sequência, é essencial. Existe uma corrente de filmes circulando em nosso estado, fomentando a cadeia produtiva e gerado empregos. O cinema gera uma cadeia produtiva grande e descentralizada. O edital também é uma forma de divulgar nossa cultura, o talento desses artistas, nossas riquezas e nossa história para o Brasil e para o mundo”, avaliou.

Apenas no ano passado foram produzidos 14 filmes em João Pessoa, sendo três longas, um telefilme e 10 curtas metragens, totalizando um investimento de R$ 3,6 milhões da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Funjope em parceria com a Ancine.

Em 2014, foram produzidos 16 filmes, sendo três longas, três telefilmes e 10 curtas metragens, totalizando um investimento de R$ 3,3 milhões. Já em 2012-2013, foram produzidos 13 filmes, sendo dois longas e 11 curtas metragens contemplados com o edital Walfredo Rodrigues, da Funjope.