Instituto Cândida Vargas adota atendimento por classificação

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O Instituto Cândida Vargas (ICV) começou a adotar desde a última segunda-feira (22) o Acolhimento com Classificação de Risco da Política Nacional de Humanização (PNH) do Ministério da Saúde. Esse procedimento garante mais agilidade e segurança no atendimento às gestantes que procuram o serviço da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) em sua maior maternidade.

A mudança já pode ser percebida na entrada da unidade de saúde. Ao invés do atendimento por ordem de chegada, o procedimento agora é de acordo com as condições de saúde da paciente. Os critérios de atendimento obedecem a uma classificação feita pelas cores do prontuário.

Ao chegar no Cândida Vargas, a paciente passa por um acolhimento formado por uma equipe de enfermagem do hospital. Lá, ela é classificada de acordo com a situação em que se encontra. Vermelho corresponde às pacientes que deverão ser atendidas imediatamente para urgências e emergência. Na cor laranja se enquadra as pacientes com algum agravo, mas que possa esperar por um atendimento de até 10 minutos.

As pacientes que se encaixam na cor amarela são aquelas que não necessitam de atendimento imediato e podem esperar até 30 minutos, seguidas pelas de cor verde e por fim, pelas pacientes que se classificam na cor azul. Nesse caso, a espera pode se estender por até 4 horas, mas a paciente pode optar por ser encaminhada até uma unidade de saúde próxima de sua residência.

A coordenadora de Enfermagem do ICV, Maria do Carmo de Oliveira, explica que essas pacientes são as que não apresentam problemas graves de saúde e podem esperar pelo atendimento do médico. “Nos casos das pacientes com a ficha azul, elas podem esperar pelo atendimento com o médico, mas podem também ser atendidas na Unidade de Saúde da região onde mora. Nós fazemos o contato e o encaminhamento da paciente”, afirmou Maria do Carmo, que está à frente do projeto de Acolhimento no ICV.

Maria de Carmo esclarece que esse processo é dinâmico e a paciente poderá ser reclassificada de acordo com a progressão do quadro clínico. “Uma paciente que apresenta quadro estável e se encontra na classificação verde, poderá ser reclassificada para laranja ou vermelho caso haja alguma complicação”, afirmou.

No primeiro dia da implantação do sistema, pelo menos 10 pacientes foram encaminhadas para o atendimento em Unidades Básicas de Saúde. “No início imaginamos que poderia haver alguma resistência, já que o atendimento não segue por uma ordem de chegada. Mas as pacientes demonstraram uma boa receptividade”, finalizou Maria do Carmo.