Intérpretes da Língua de sinais atuam nas escolas do município

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As 92 escolas da rede municipal de ensino têm corpo docente preparado para receber a criança portadora de deficiência. Algumas são dotadas de intérpretes e de salas de recursos multifuncionais, o que reflete a diretriz de inclusão social adotada pelo Município. Em 2009, foram atendidos mais de 300 alunos especiais em salas de aula regular. Eles também tiveram acesso às salas de ‘Recurso Multifuncionais’, implantadas em algumas escolas para desenvolver atividades específicas em horário oposto ao ensino regular. Essas salas são equipadas com material didático que possibilita a criança desenvolver sua potencialidade e seu aprendizado de forma inclusiva.

Para a psicopedagoga da Secretaria de Educação, Djanice Marinho, esse espaço tem sido importante para acompanhar o desenvolvimento de crianças com algum tipo de deficiência ou síndrome. São 10 as escolas que têm as salas de Recursos Multifuncionais e seus professores recebem treinamento mensal. A previsão é que este ano novas salas sejam implantadas.

Intérpretes – Em 2009, o Município atendeu 85 alunos com deficiência auditiva – do Ensino Infantil ao Fundamental II – inseridos em salas regulares das escolas Índio Piragibe, Dumerval Trigueiro, Anayde Beiriz, João Santa Cruz, Zulmira de Novaes e Leonel Brizola. Com intérpretes à sua disposição, esses alunos puderam permanecer em salas de aula comuns.

Hoje há na rede 22 intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) essencial para surdos. Com o aumento da procura por vagas para esse tipo de aluno, a Sedec realizou seleção para contratar mais desses profissionais, que deverão ser chamados para o atual ano letivo.

Nessas escolas, os alunos e professores sem deficiência também aprendem a se comunicar na língua de sinais, o que garante a efetividade da filosofia de inclusão. “Os especialistas em Libras dão aulas para alunos e professores pelo menos uma vez por semana. Assim, todos se comunicam, acabando com as barreiras que dificultam a permanência do aluno especial nas escolas”, explica a professora Sandra Diniz.

As deficiências mais comuns atendidas pela rede municipal de ensino são a auditiva, visual, física, mental/intelectual, Síndrome de Down, moébios, paralisia cerebral, transtornos globais e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDHA).