João Pessoa gera mais de 28 mil postos de trabalho em seis anos

Por - em 21

João Pessoa gerou 28.829 postos de trabalho nos últimos seis anos. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho, o número de vagas abertas entre janeiro de 2004 a dezembro de 2009 é 20 vezes maior do que registrado nos seis anos anteriores (de 1998 a 2003), quando a Capital paraibana gerou 1.410 postos de trabalho. Com esse resultado, a quantidade de carteiras assinadas em João Pessoa cresceu 29,6% entre 2003 e 2009, passando de 97.135 para 125.964.

Apenas no ano passado foram geradas 6.406 vagas de trabalho na cidade, 39% mais do que em 2008. De acordo com o Caged, nesse período as empresas locais realizaram 47.042 contratações, contra 40.636 demissões. O setor da Construção Civil foi o principal responsável pelos bons resultados do mercado de trabalho, abrindo 2.154 vagas em 2009. Destaque também para o comércio, que abriu 1.878 postos, e para o setor de serviços, com 1.560 vagas.

Em dezembro, a geração de empregos registrou o único resultado negativo do ano: 515 postos foram fechados. A causa está relacionada a fatores sazonais, como as contratações de final de ano. Nesse período, a indústria já tem esgotado a necessidade de produção extra para o Natal e réveillon e começa a demitir os trabalhadores temporários. O mesmo quadro é registrado em nível nacional. No País, o número de postos fechados no mês de dezembro ficou em 415.192.

Empreender

Na opinião do secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável da Produção de João Pessoa, Raimundo Nunes Pereira, ações locais de geração de renda e de estimulo à economia têm contribuído para o bom desempenho do mercado de trabalho local.

Ele lembra que o Programa Municipal de Apoio aos Pequenos Negócios de João Pessoa (Empreender-JP) já investiu aproximadamente R$ 18 milhões desde 2005, com a liberação de mais de 8 mil contratos de empréstimo “Podemos afirmar que isso representa pelo menos 8 mil empregos assegurados. A maior parte deles informais, portanto não registrados pelo levantamento do Ministério do Trabalho”, afirma.