Maciel Melo e Forró Caçuá animam o 3º dia do São João

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A noite desta quinta-feira (25), a Praça Antenor Navarro vai ser palco do autêntico forró nordestino. O cantor e compositor Maciel Melo, autor do clássico Caboclo Sonhador, sucesso com Flávio José e com Fagner, vem pela segunda vez na Capital, trazendo o show do seu mais novo trabalho, ‘Sem ouro e Sem Mágoa’, que marca os 26 anos de carreira do músico. A outra atração da noite é o Forró Caçuá. Os shows estão previstos para às 21h e fazem parte da programação do 3º dia do ‘São João – João Pessoa , O Melhor da Gente’, realizado pelo Governo Municipal e a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

Natural da cidade de Iguaraci, no sertão pernambucano, Maciel Melo já entrou na história da música nordestina e é considerado uma referência para os cantores do gênero. Xangai, Santana, os citados Flávio José e Fagner, Zé Ramalho e Elba Ramalho são alguns dos principais intérpretes que encabeçam a lista dos artistas consagrados que levaram as composições do músico pelo Brasil e ao exterior.

A produtora e responsável pela carreira de Maciel Melo, Lêda Terto, ressaltou que o calor do público da cidade de João Pessoa é um dos motivos que trazem o show do forrozeiro mais uma vez para a Capital. “Nossa primeira apresentação aconteceu na festa junina da prefeitura ano passado e foi uma noite linda, onde o público foi o grande diferencial. Nossa expectativa não pode ser melhor, temos a certeza de que será um grande espetáculo”, disse Lêda.

História de sucesso – Ao longo da carreira, Maciel Melo já gravou 12 CDs e um DVD. O primeiro disco, lançado às duras penas em 1989 – um ‘bolachão’ de vinil – chama-se ‘Desafio das Léguas’. Já na estréia, o artista sabia que a caminhada não seria fácil. Um disco ousado para um desconhecido.’ Desafio das Léguas’ conta com a participações de Vital Farias, Xangai, Dominguinhos e Décio Marques.

Banda Caçuá – A outra atração do terceiro dia do ‘São João da Gente’ tem um nome que lembra uma palavra de origem Tupi: Caçuá, cesto de vime ou cipó que serve para carregar mantimentos e é transportado por animais de carga no interior do nordeste brasileiro. Assim como a tradição nordestina, como a do uso do cesto de vime, o trio sanfona, zabumba e triângulo também traduz muito bem a manutenção do costume de dançar o velho e bom forró. E é com a intenção de manter essa tradição que a banda Caçuá surgiu há sete anos. A idéia foi dos irmãos pessoenses Batista, Zé e Daniel Moreno, apadrinhados por Pinto do Acordeon.

O Forró Caçuá se apresenta mais uma vez na Praça Antenor Navarro, no dia 25 de junho, às 21h, e pretende trazer ao palco neste São João a legítima música nordestina que passa pelo forró pé-de-serra, baião, xote e outros ritmos tradicionais desta região.
O Forró Caçuá tem um número grande de admiradores que devem conferir, além de músicas consagradas da banda como ‘Dona do Meu coração’ e ‘Mulata Canibal’, canções que encantaram nordestinos e todo o país em outras épocas. “Nós tocamos o rei do baião Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e o nosso irmão Pinto do Acordeon. Tudo com muito orgulho. É nossa história. É a história de nosso povo”, comenta um dos irmãos, Batista Moreno.ara Batista Moreno, estar num show que relembra belas canções de forró é como se estivesse revivendo um São João tradicional, no interior, no Sertão.”Não há quem escute essas músicas e não se emocione lembrando de momentos especiais da vida”. Para os mais novos, participar do show que está entre as atrações do São João na Praça Antenor Navarro, pode ser um excelente momento para dançar e se divertir. Para os admiradores do trabalho do forró Caçuá, a banda é a música nordestina mais pura e uma referência fantástica aos melhores cantores de forró da história.

A banda Forró Caçuá tem quatro CDs lançados e um DVD gravado no ao passado, aqui em João Pessoa. O DVD tem 33 músicas, sendo metade de autoria dos irmãos Moreno. As demais faixas homenageiam renomados cantores como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Três do Nordeste e Pinto do Acordeon. Além do forró, mesclam o ritmo com o xote, baião e outros variantes. Mas sempre damos preferência ao autêntico pé-de-serra, comentou Daniel Moreno, integrante da banda.