Mais 400 armadilhas contra o mosquito da dengue são instaladas em JP

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) instalou durante esta semana mais 400 ‘ovitrampas’, armadilhas para capturar os ovos do mosquito transmissor da dengue. Uma equipe formada por 12 profissionais entre agentes comunitários de saúde e supervisores implantaram as armadilhas em residências nos bairros de Manaíra, Tambaú, Valentina, Planalto da Boa Esperança, Centro, Róger e Tambiá. Ao todo já foram instalados 730 equipamentos de captura no município. Em 331 deles, foram coletados mais de 180 mil ovos do mosquito, o que representa que mais de 180 mil mosquito deixaram de circular no meio ambiente.

As ‘ovitrampas’ consistem um pequeno vaso de planta com água limpa e com dois pedaços de madeira, onde os mosquitos que já estão no ambiente depositam seus ovos. No máximo em sete dias o agente comunitário de saúde coleta o material que é levado para a contagem e a análise dos ovos no laboratório de Entomologia.

De acordo com o chefe da seção de vetores do município, Nilton Guedes, este trabalho está possibilitando que a cada semana se tenha informações sobre as áreas que possuem criadouros do mosquito o que possibilita uma ação mais efetiva de controle. “Com a captura dos ovos, além de estarmos evitando que o ovo se transforme em mosquito, também analisamos a eficiência dos inseticidas em laboratório”, explicou Nilton Guedes.

A gerente da Vigilância Ambiental e Zoonoses, Djanira Lucena de Araújo, disse que estão contribuindo para a redução dos casos de dengue na Capital o trabalho intensivo de controle da dengue feito nas residências, nos pontos de risco (a cada 15 dias) e a campanha educativa ‘Dengue, você sabe como combater’. “Somente com a colaboração da sociedade, tomando cuidados simples, é que conseguiremos eliminar de vez a incidência do mosquito”, completou.

Segundo informou Djanira, existem 497 pontos de risco na Capital, entre eles terrenos, sucatas, cemitérios e borracharias. Para combater os mosquitos, as equipes da Vigilância Ambiental utilizam fumacê costal no ambientes abertos e termonebulização (técnica feita com ar quente específica para tubos, bocas-de-lobo e outros locais de acesso difícil), além de aplicação de larvicidas (em ambientes que podem servir de criadouros e difíceis de ser eliminados).