Mais de 1,5 mil participam da I Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez

Por Rômulo Teodorico - em 220

Mais de 1.500 pessoas passaram pela I Mostra de Cinema Walfredo Rodriguez, nos três dias de evento. A noite de encerramento, que aconteceu neste domingo (11), no adro da Igreja de São Francisco, contou com a exibição de quatro filmes, entre curtas e longas-metragens, além de um debate com os diretores das obras. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio de sua Fundação Cultural (Funjope), em parceria com o Fórum Setorial do Audiovisual Paraibano.

Mauricio Burity, diretor executivo da Funjope, destacou o trabalho que a PMJP tem realizado no cinema paraibano e já confirmou a realização da II Mostra, em 2019. “A participação do público foi um sucesso, tanto na abertura do evento, quanto na programação do sábado e no encerramento. Isso, sem dúvidas, nos faz sentir motivados a continuar”, disse o diretor da Funjope.

Com o objetivo de democratizar a relação com o cinema, contemplando também o desenvolvimento e fortalecimento de toda a cadeia audiovisual na cidade de João Pessoa, a programação da Mostra de Cinema encerrou com a exibição dos filmes “Bodas de Aruanda”, de Francisco Sales; “Acho bonito quem veste”, do diretor Marcelo Coutinho; “Contínuo”, de Odécio Antônio e “Campana”, do cineasta Gian Orsini. Logo após, às 21h, os diretores participaram de um debate sobre os filmes.

O diretor do média-metragem “Campana”, que conta a história de dois detetives particulares, Gian Orsini, disse ter escolhido João Pessoa como cenário para seu filme, pois é uma oportunidade de mostrar a capital para o Brasil. “Aqui tivemos a oportunidade de discutir os nossos projetos e trocar experiências com pessoas de outros estados, que vem com perspectivas diferentes. A I Mostra de cinema vem para fortalecer ainda mais o nosso cinema e o nosso trabalho como cineasta”, destacou o diretor.

A cineasta e representante do Fórum Setorial do Audiovisual Paraibano, Cristiane Fragoso, falou da importância do investimento no audiovisual, que gera, em cada filme, mais de 300 empregos diretos e indiretos. “Atualmente a nossa cidade é a que mais investe em cinema no país. Hoje, estamos em terceiro lugar como a capital que mais investe no audiovisual. Isso é maravilhoso, pois estamos vendo que a cada dia João Pessoa se destaca no cenário nacional”, contou Cristiane Fragoso.

Allyne Eloy, que é artista plástica, fez questão de trazer seu filho de 8 anos, Iuri Zion, para ensinar a importância de assistir bons filmes. “Trouxe também o meu filho, pois eu quero que ele esteja sempre inserido na cultura e conheça diversas linguagens artísticas, incluindo esse evento, que é extremamente necessário para valorizar o nosso cinema, inclusive para os novos cineastas, os estudantes de cinema”, destacou Aline Eloy.

Workshop e Laboratórios – A Mostra de Cinema contou com workshops e laboratórios sobre a produção cinematográfica, captação de recursos e outros temas. No último sábado (10), aconteceu uma mesa redonda sobre roteiro audiovisual. Já às 14h, aconteceu um laboratório de roteiro audiovisual. As atividades foram realizadas no Hotel Globo. Ainda na tarde do último sábado (10), no Centro Cultural Casa da Pólvora, houve um Workshop sobre “Plano de Negócios e Captação de recursos para obra audiovisual”.

Walfredo Rodriguez – Considerado o pai do cinema paraibano, o fotógrafo testemunhou o crescimento de João Pessoa em negativos que mostram a evolução da cidade desde a época que ela ainda se chamava Parahyba do Norte, desde as ‘cacimbas de banho’ públicas até a chegada da energia elétrica e dos bondes. Em 1924, o cineasta começa a rodar “Sob o Céu Nordestino”, que só foi concluído em 1928 e é considerado pela crítica como um marco etnológico do cinema brasileiro, por ter sido o pioneiro a retratar a cultura nordestina sem a ótica do exoterismo.