Maracatu Pé de Elefante toca sábado na Estação Cabo Branco

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O grupo de maracatu “Pé de Elefante” é a atração musical deste sábado (5) no anfiteatro da Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Arte, a partir das 17h. O evento faz parte do programa “Som da Tarde” promovido desde 2008, nos finais de semana na Estação. A entrada é gratuita.

Fundado em maio de 2008, no Centro da Juventude do bairro de Mangabeira, em João Pessoa, o maracatu “Pé de Elefante” surgiu em sua primeira formação com dez componentes. Marcilio Alcântara e Fernando Trajano são os idealizadores do grupo e estudaram maracatu dia e noite. Revelam que houve empenho de todos nos ensaios, fizeram apresentações e arrastões em Mangabeira e fabricaram dezenas de instrumentos.

Nesses dois anos de existência, o “Pé de Elefante” tem feito um trabalho social quanto cultural na cidade, tocando muito maracatu, afoxé, entre outros ritmos afro-brasileiros. O grupo recebe influencia da forte cena percussiva e do maracatu pernambucano. Dirigido por mestre Fernando, conta com mais de 30 componentes e vem procurando elaborar uma cultura de maracatu local. Seus integrantes revelam que o grupo, produz composições autorais de cânticos e toadas próprias, que falam das belezas e riquezas naturais da Capital. O “Pé de Elefante” insere em suas composições musicais o anseio de liberdade e igualdade social de negros, índios e outros grupos sociais desfavorecidos pelo sistema social.

Mestre Fernando revela que o grupo utiliza instrumentos fabricados pelos próprios integrantes, onde são usados nas alfaias (conjunto de tambores) troncos de macaíba, nas baquetas das caixas e alfaias, galhos de beriba. O couro de bode é utilizado nas peles das alfaias, já as cabaças servem para a confecção dos agbês e o ferro forjado, na confecção de gonguê.“ Na verdade, o intuito do Pé de Elefante é difundir nossa cultura-raiz, permitindo assim, que se perpetue a ancestralidade de nosso povo”, comentou.

Maracatu – Dança típica da região Nordeste, com raízes na cidade de Recife, em Pernambuco. É um termo africano que significa dança ou batuque, no qual um grupo de adeptos das religiões afro-brasileira sai fantasiado às ruas para fazer saudações aos orixás, em um cortejo carnavalesco onde reis, rainhas, princesas, índios emplumados e baianas dançam, pulam e passam de mão em mão a calunga, boneca de pano enfeitada presa num bastão.

O ritmo frenético que acompanha o maracatu teve origem nas Congadas, cerimônias de escolha e coroação do rei e da rainha da nação negra. Ao primeiro acorde do maracatu, a rainha ergue a calunga para abençoar a nação. Atrás seguem os personagens, com chapéus imensos, evoluindo em círculos e seguindo a procissão recitando versos que evocam histórias regionais.

Projeto Som da Tarde – Vem sendo realizado desde 2008 com a coordenação da Divisão de Programação e Atividades com a finalidade de favorecer os músicos, cantores e compositores paraibanos na divulgação de seus trabalhos, além de movimentar mais um espaço cultural aberto ao público com entrada gratuita.

Vários nomes da música paraibana e até grupos internacionais já passaram pelo palco do anfiteatro da Estação Cabo Branco no projeto ‘Som da Tarde’: Fubá, Beto Brito, Chico Correa e Eletronic Band, Mira Maia, Grupo Tenente Lucena, Circulo de Tambores, Banda Marcial Castro Alves, Zabumba Mundi, grupo Trem das Onze, Baticumlata, Amigos do Choro, Glaúcia Lima, Trio de Forró, Grupo de Percussão Latocando, Banda Tocaia, Banda Conceito Básico, Coral Santa Isabel, Rastaman, Adeildo Vieira, Grupo Acorde, Banda 5 de Agosto, Renata Arruda, Quadrilha Sanfona Branca, entre outros.

Serviço:
Projeto Som da Tarde
Atração: Grupo de Maracatu Pé de Elefante
Sábado (5)
Hora: 17h00
Local: Anfiteatro da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes
Informações: 3214.8303/8270 e ecbartes@joaopessoa.pb.gov.br
Contato: Mestre Fernando- 8841.4867/ Yuri Bastos-8834.7283/3512.3946