Mobilização marca dia de combate a violência contra a mulher

Por - em 36

O movimento organizado de Mulheres, em parceria com os Organismos de Políticas Públicas para Mulheres, a exemplo da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), realiza na tarde desta quarta-feira (25), uma mobilização alusiva ao Dia Internacional de combate a Violência contra a Mulher. O ato acontece a partir das 13 h, na lagoa do Parque Solon de Lucena, com apresentações artísticas e distribuição de material educativo.

Com o tema “Vigília feminista pela liberdade das mulheres e pelo fim da violência. O corpo é meu, não se maltrata, não se viola e não se mata” , a mobilização terá caráter informativo e de reivindicações.

Para a representante da Articulação de Mulheres Brasileiras, Malu Oliveira, a mobilização tem o objetivo de sensibilizar toda sociedade e, principalmente autoridades públicas, pela instalação de Juizados Especiais, a efetivação da Lei Maria da Penha e a criação de Casa Abrigo, para mulheres em situação de violência. “Além de todas as reivindicações pela efetivação da Lei Maria da Penha, nós estaremos amanhã, clamando a população para exigir das autoridades, punição aos agressores de mulheres”, destacou Malu Oliveira.

Já a Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Nézia Gomes, disse que essa é uma data importante, mesmo não tendo que se comemorar. “Será um momento de reflexão e pedido de justiça à todas as mulheres vítimas de violência. Por isso que a Coordenadoria apoia a iniciativa e levará também para a mobilização, reivindicações de justiça, principalmente pela efetivação da Lei Maria da Penha”, destacou Nézia Gomes. Dentro da programação da mobilização está agendado um momento para recolhimento de assinaturas, para ser entregue às autoridades da Justiça, solicitando a criação de juizados especiais, para crimes cometidos contra as mulheres.

Sobre o Dia 25 de novembro. – O dia 25 de novembro foi eleito como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, em homenagem às irmãs revolucionárias Mirabal – Patrícia, Minerva e Tereza – presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana, Rafael Trujillo. Essa data, que se tornou emblemática, passou a ser um dia internacional de protesto contra a violência de gênero e foi escolhida no 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, em 1981.