Modelo de gestão em saúde mental da PMJP desperta interesse

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recebeu nessa quinta-feira (1º) a visita de um grupo de gestores públicos do Estado de Alagoas. O grupo está viajando pelo Brasil para conhecer práticas modelo em Gestão de Saúde e priorizou João Pessoa em razão do reconhecimento nacional pela forma eficaz no tratamento de saúde mental.

São oito gestores estaduais que vieram à João Pessoa conhecer de perto o trabalho realizado com usuários de substâncias psicoativas. “Viemos trocar experiências e ver funcionar aquilo que ainda não temos no nosso Estado”, disse Berto Gonçalo da Silva, gerente do Núcleo de Saúde Mental-Secretaria de Saúde de Alagoas.

Segundo Berto, João Pessoa foi escolhida por ser uma referência nacional em saúde mental. “Em vários encontros nacionais sobre gestão em saúde, o trabalho desenvolvido em João Pessoa se destaca”, observou o gerente.

Entre as ações desenvolvidas em João Pessoa estão o Pronto Atendimento de Saúde Mental e o Consultório de Rua. O Consultório de Rua aborda o usuário e dependendo da sua situação, o encaminha ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

“O Consultório de Rua consiste numa equipe volante constituída por profissionais da saúde mental, da atenção básica, e pelo menos um profissional da área de assistência social, que realiza uma rotina de atividades e intervenções psicossociais e educativas na rua, junto aos usuários de drogas”, explicou Valéria Cristina da Silva, coordenadora do setor de Saúde Mental da SMS. Atualmente existem dois Consultórios de Rua em João Pessoa e uma terceira equipe passando pela fase de contratação.

O Pronto Atendimento de Saúde Mental (Pasme) trabalha no atendimento inicial ao usuário. Cerca de 25 usuários são atendidos por dia na unidade, que fica no Complexo Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity (Ortotrauma de Mangabeira). “No Pasme o usuário poderá permanecer até 72h. Depois desse período, caso o usuário não esteja estabilizado, será encaminhado para internamento psiquiátrico”, ressaltou Valéria Cristina.

Segundo a coordenadora, as abordagens feitas no local de uso de álcool e outras drogas possibilitam ações preventivas de promoção da saúde e de cuidados clínicos primários, além de aproximar essa população, quando necessário e de forma sistêmica e integrada, a outros serviços de tratamento para o consumo de substâncias psicoativas. “A característica mais importante desta intervenção é oferecer cuidados no próprio espaço da rua, preservando o respeito ao contexto sócio-cultural da população”, assinalou.