Mortalidade materna é tema de seminário na Capital, nesta 4ª feira

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O Seminário “Mortalidade Materna: Rompendo os Silêncios” será realizado nesta quarta-feira (10), a partir das 14h, no auditório do Cecapro (Beira Rio, nº 2727). O evento, que marca o 28 de maio, instituído como o Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher e Dia de Luta Contra a Mortalidade Materna, é realizado pelo Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil, composto por representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Rede Nacional Feminista de Saúde e Direito Sexuais e Reprodutivos e vários órgão da sociedade civil organizada.

Durante o evento, profissionais de saúde das maternidades, equipes de profissionais do PSF, apoiadores NASF, sociedade civil e movimento de mulheres serão sensibilizados para enfrentamento da mortalidade materna. Além disso, haverá o diálogo com representantes da sociedade civil que atuam no controle social das políticas de saúde e será dada visibilidade ao compromisso da gestão municipal com a redução da mortalidade materna em cumprimento ao Pacto Nacional de redução da mortalidade materna no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), as altas taxas de mortalidade materna e neonatal encontradas no Brasil, que são evitáveis em 98% dos casos, se configuram como uma violação dos Direitos Humanos de Mulheres e Crianças e um grave problema de saúde pública. O MS diz ainda que as mulheres e crianças mais atingidas são pobres, negras ou pardas, com baixa escolaridade e excluídas socialmente.

Desigualdade entre desenvolvidos e em desenvolvimentos – A morte materna atinge, de maneira desigual, regiões desenvolvidas e em desenvolvimento. O risco de morrer de causas relacionadas à gravidez ou parto em países em desenvolvimento é de uma em 20. Já em países desenvolvidos é de uma em dez mil.
 
O que é mortalidade materna?
Mortalidade materna é definida como sendo a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gravidez.  No entanto, apenas se a causa estiver relacionada ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela. No Brasil, as cinco principais causas de morte de mulheres ligadas à gravidez, são: a hipertensão arterial, as hemorragias, as infecções puerperais, o aborto e as doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério.
 
Serviço
O evento acontecerá no dia 10 de junho (quarta-feira)
Local: Auditório do Cecapro (Avenida Ministro José Américo de Almeida – Beira Rio – 2727)