Mostras de poesias e telas são abertas na Estação Cabo Branco

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Três exposições serão abertas nesta sexta-feira (3), às 19h, no segundo pavimento da Torre Mirante da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano: “A Casa do Mundo no Reino dos Arcanos”, com poemas de Cristina Guedes; “Ninho das Cores”, de Saulo Ais e “A. Maximiano – pinturas”, de Antônio Maximiano Roberto. As exposições ficam no local até o dia 9 de janeiro.

Cristina Guedes – A mostra da poeta, cronista e jornalista integra o projeto Parede Poética do Serviço Social do Comércio da Paraíba (SESC/PB), parceiro da Estação Cabo Branco. São 21 painéis literários, formato de banner, em tamanhos variados, com as poesias de Cristina Guedes que estarão incluídas no seu próximo livro. A mostra foi inaugurada durante a programação do Festival Aldeia SESC 2010 e já percorreu dois espaços culturais da cidade.

O título “A Casa do Mundo no Reino dos Arcanos” envolve aspectos pessoais, trazendo certo simbolismo místico e lírico. “A casa conta a história de cada pessoa. É o símbolo da primeira morada, onde nos vemos, partimos e permanecemos”, contou Cristina Guedes.

Para montar os painéis com fotografias e suas poesias, Cristina Guedes entrou profundamente no mundo dos arcanos, estudou sobre as civilizações egípcias, sumérias e celtas e conversou com especialistas no assunto. Thiago Oliveira aspirou a ideia poética da autora e retratou, através de imagens, o que habita na casa interior de cada um de nós.

A curadora e escritora Socorro Xavier comentou no texto de abertura da mostra que a casa da poesia retratada por Cristina parece um triunfo simples da inteligência sutil, mas não é. Entre imagens e semelhanças sublimes, Cristina consente citar as coisas desse arquiteto divino, de um modo sublime e dialético para o público”, observou.

A poeta – Cristina de Fátima Guedes Borges é poeta, jornalista e taróloga. É autora dos livros “Quando riem as maçãs”, “No Coração da Serpente”, “Calendário Íntimo” e “A Casa do Mundo no Reino dos Arcanos” (prelo). Ganhou vários prêmios nacionais e internacionais, a exemplo da Menção Espacial no II Concurso Internacional de Poesia do Jornal Mulheres Emergentes. Em Portugal recebeu o primeiro prêmio como ensaísta de cultura e uma Menção Honrosa com o texto “As mulheres na sociedade dos homens”.

Projeto Parede Poética – As exposições do Parede Poética são desenvolvidas pelo Serviço Social do Comércio na Paraíba desde 2009 com o objetivo de inovar e ampliar as possibilidades de propagação das mais diferentes artes. São banners com 1,80 de altura, que passam por vários locais em todo o Estado.

Saulo Ais – As obras da nova exposição individual de artes plásticas do professor, historiador e artista plástico Saulo Ais, intitulada “Ninho das Cores”, mostram a sua fase atual e trilham por caminhos e suportes diferenciados. Um dos aspectos que chama atenção são as cores quentes, que, segundo o artista, representam o sol que invade constantemente a retina do homem nordestino.

Em “Ninho das Cores” o artista produziu 29 telas utilizando as técnicas acrílica sobre tela e mista, com tamanhos, formas e texturas que vislumbram símbolos e signos reinventando e questionando o mundo e seus múltiplos significados. Saulo trabalha voltado para o expressionismo abstrato, enfocando a cultura nordestina. O nome da mostra, segundo ele, surgiu da observação constante de um ninho feito por pássaros na entrada de seu estúdio de arte em Campina Grande (PB).

O artista – Saulo Ais é formado em História e é professor de Desenho e Pintura da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Acumulou experiência artística em cursos e exposições coletivas e individuais realizadas no Brasil (São Paulo, Recife, Brasília e Campina Grande) e no exterior (Espanha e França). No ano de 2000, ganhou a comenda Granada Es Arte, da Espanha; no ano seguinte recebeu o 1º Troféu Imprensa – Artes Plásticas, de Campina Grande, e em 2002 foi homenageado com Moção de Aplausos na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Atualmente suas obras fazem parte do acervo de vários museus, centros culturais, galerias e pinacotecas espalhadas por todo o Brasil, como o Museu de Artes Assis Chateaubriand, na Paraíba; Galeria Dart, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e na Casa de La Cultura de Maracena, na Espanha.

Maximiano Roberto – A mostra individual “A.Maximiano – pinturas” é composta por 22 telas em vários tamanhos. O artista utiliza em suas obras a técnica óleo sobre tela e passeia pelos estilos das escolas surrelista e figurativa.

O surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido em Paris na década de 1920, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandidos para outros países. O estilo se caracteriza por uma combinação do representativo, abstrato ou figurativo e do psicológico. Os surrealistas costumam dizer que a arte deve se libertar das exigências da lógica e da razão e ir além da consciência cotidiana, expressando o inconsciente e os sonhos.

Nesta mostra individual a alma do artista está explicitamente retratada nos personagens “anjos e apocalípticos” das telas. Mesmo optando pelas escolas surrealista e figurativa, ele escolhe caminhos a seguir. Por vezes podem ser vistas várias cenas em apenas uma. São detalhes que formam o conjunto de cada obra.

O artista – Antônio Maximiano Roberto nasceu em Princesa Isabel (PB). Formou-se em Artes Plásticas na Sociedade Brasileira de Belas Artes e participou de várias exposições no Rio de Janeiro e na cidade de Duque de Caxias (RJ). Sua primeira exposição coletiva aconteceu no 1º Salão de Pintura e Desenho de Duque de Caxias.

Recebeu o Prêmio Revelação Artística em 1983, na 2ª Exposição Coletiva no Salão do Ministério da Educação (MEC), e Medalha de Prata no Segundo Salão de Artes Plásticas de Duque de Caxias (RJ). O artista participou também da Exposição Preto e Branco, em Duque de Caxias (RJ), e do Salão de Arte Sacra, onde recebeu o prêmio especial da Petrobrás. Antônio Maximiano é sócio fundador da Associação Nacional de Arte e Artesanato em Copacabana (RJ) e foi o responsável pela restauração da Capela do Lar Santa Isabel em Petropólis (RJ).