Música do Mundo termina com shows de jazz e “guitarrada”

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A musicalidade de diferentes vertentes, que vai do jazz ao rock, passando pela MPB e mostrando um trabalho em constante transformação, marcou o show do paraibano Washington Espínola na noite desta quarta-feira (30), no busto de Tamandaré. A guitarrada paraense de Pio Lobato e Mestre Vieira também mostrou um pouco de um estilo genuinamente brasileiro. Essas atrações encerraram o projeto Música do Mundo 2009. Nas areias da praia de Tambaú, o público respondeu com concentração e palmas. O evento já faz parte do calendário oficial iniciativa da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), que realizadora da mostra, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope).

Washington Espínola foi o primeiro a se apresentar, fazendo um apanhado de toda carreira. Ele tocou para o público músicas da época do primeiro vinil ‘Manaíra’(1992), gravado em João Pessoa; passou pelo álbum ‘Quintal de Infância’ (1994), que fez durante o retorno da Europa à Paraíba; até chegar ao último trabalho ‘Le As leve’, lançado este ano e cujo nome faz referência a uma cadeia de montanhas que rodeia Genebra, na Suíça, onde o artista reside atualmente.

Sobre o Música do Mundo, Washington considerou uma das principais iniciativas musicais do Brasil. “Acho fantástico. É uma honra tocar aqui e poder lançar no Brasil meu último CD, que já foi apresentado em Genebra”, observou. Entre as composições próprias apresentadas por Espínola está ‘Blusão’, ‘Bicho de Pelúcia’, Doze de Setembro’ e outras músicas conhecidas do público local e que já tocaram bastante nas rádio paraibanas. Washington subiu ao palco acompanhado pelos músicos Sérgio Galo (baixo), Chiquinho Mino (bateria) e Igor Wendel (teclado).

Guitarrada – Depois de Washington Espínola, Pio Lobato mostrou um trabalho que já vem sendo desenvolvido há dez anos, em uma proposta de buscar as diversas influências universais, sincronizadas com a musicalidade do Pará, em especial a guitarrada. Esse estilo genuinamente brasileiro, que tem uma mistura de choro, jovem guarda, merengue e um pouco do swing da América Latina, fez o público acompanhar o show, arriscando até passos.

Para Pio Lobato, o festival serve como incentivo para o resto do País. “Eu entendo como um projeto incomum. Trata-se de uma iniciativa muito boa, em um momento em que a música instrumental brasileira está em ascensão. É um ótimo começo e um incentivo não apenas para a Paraíba, mas para o restante do País”, ressaltou. “A mostra é um tiro certeiro em uma música que possui um público certo, mesmo não sendo gigante”, acrescentou.

O músico Pio Lobato se apresentou juntamente com o Mestre Vieira, que já é um nome consagrado da musicalidade brasileira em geral e da guitarrada paraense em particular. Ele traz no currículo 28 álbuns e uma carreira de cindo décadas. “Acho que já era tempo de um projeto como este. Estou colhendo os frutos. Estou batalhando isso há cinqüenta anos”, falou, ao se referir ao Música do Mundo.