Nova estátua do poeta Caixa D’Água é instalada no Centro

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Quem passou frequentemente pela Praça Aristides Lobo, no Centro de João Pessoa, se deparou, nos últimos dias, com uma escultura em bronze em homenagem ao poeta paraibano Manoel José de Lima, conhecido por ‘Caixa D’água’. A iniciativa é da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da sua Coordenadoria do Patrimônio Cultural (Copac-JP).

A nova escultura foi confeccionada pelas mãos do escultor pernambucano Jurandir de Oliveira Maciel, que no ano passado também esculpiu a estátua de Livardo Alves, instalada no Ponto de Cem Réis. O arquiteto da Copac, Sóter Carreiro, explicou que a substituição da antiga peça se deu após a depredação por alguns vândalos. “Assim como na anterior, a escultura foi feita em tamanha original do poeta. Só que desta vez foi utilizado uma material mais resistente, que foi o bronze”, exemplificou Sóter.

Foram cerca de três meses para que a nova estátua, que pesa cerca de 300 quilos, ficasse pronta. A escultura foi afixada no mesmo local da anterior, ou seja, ao lado do prédio do antigo Grupo Tomaz Mindello. Só que desta vez, o artista interage ainda mais com quem passa pelo local. “Optamos em fazer uma escultura onde o poeta estendesse a mão para as pessoas, como se conversasse com quem passa pelo local. Toda esta simbologia remete à interatividade entre o público e o poeta”, explicou o arquiteto.

A primeira homenagem ao poeta ‘Caixa D’água’ foi prestada pela administração municipal em outubro de 2007, um ano após a sua morte. Na ocasião, a peça havia sido criada pelos artistas plásticos Domingos Sávio e Mirabeau Menezes e esculpida em concreto.

Poeta – Manoel Caixa D’água nasceu no município de Cruz do Espírito Santo, em 5 de janeiro de 1934, mas aos 10 anos mudou-se para João Pessoa, onde morou até os 72 anos, quando morreu de insuficiência respiratória no dia 27 de março de 2006. De 1977 a 2005, o poeta lançou 15 livros. Ele era conhecido como ‘poeta das madrugadas’ e circulava pelas ruas do Centro da Capital vestindo sempre terno branco.

Entre os livros de poesia e ensaios estão: ‘Caminho Perdido’ (1977), ‘O Apaixonado das Madrugadas’ (1979), ‘O Verde Canavial da Minha Terra’ (1981), ‘Nesta Terra eu Fiz Milagres’ (1983), ‘Xuxa – A Menina que Veio de um Planeta Forte’ (1991), ‘Ernani Sátyro – Um Depoimento Sobre um Gênio’ (1993), ‘Rainha Mãe dos Humildes – História da Casa dos Estudantes’ (2003) e ‘A Cidade Sem Porta – As Ruas Brancas de Minha Infância que não Voltam Mais’ (2005). Toda a sua obra foi custeada pela venda direta.