Obras de revitalização da praça Rio Branco começam este mês

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A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), através da sua Coordenadoria de Proteção aos Bens Históricos (Probech), inicia na segunda-feira (25) a revitalização da praça Rio Branco, localizada entre as avenidas Visconde de Pelotas e Duque de Caxias, dentro do núcleo da Cidade Alta, no Centro Histórico da Capital. O projeto de revitalização da praça foi desenvolvido numa parceria entre a Probech e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O valor da obra será de 402 mil reais financiados pelo órgão federal.

De acordo com a Probech, entre as intervenções previstas para a praça estão a recuperação e pavimentação das calçadas, do pátio interno e a marcação do vazio urbano, aplicando as novas posturas de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais; a readequação na área dos serviços públicos de infraestrutura (rede elétrica e hidráulica), visando valorizar e destacar o acervo arquitetônico e garantir a segurança da população que vier a fazer uso da praça, e a implantação do mobiliário urbano dentro de padrões de conforto e adequação ao novo espaço recuperado, como bancos, postes e orelhões, entre outros.

O projeto de revitalização da praça Rio Branco, antigo Largo do Erário, contempla ainda a recuperação de um espaço urbano degradado e subutilizado, visando devolver seu caráter de Centro de Vivência, de forte apelo contemplativo. A partir de então, esta área deverá voltar a ser reintegrada à cidade, habilitando-a a ser usada como um ponto de convergência, além de pólo cultural e social.

Histórico
– De relevante importância histórica, esta praça funcionou como pólo político-administrativo e econômico da província. Em seu perímetro ela abrigou prédios de grande valor arquitetônico, como a Casa dos Capitães-Mor, que foi demolida após incêndio no final do século XIX, e outro onde funcionou o Tesouro Provincial e Cadeia Pública, hoje sede da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão FUNAPE/UFPB.

Há também o prédio onde atualmente funciona o Centro de Referências do Patrimônio Cultural da 20ª Superintendência Regional/Iphan, que se mantém íntegro em suas características. Ele abrigou o Antigo Açougue, Erário, Correios e algumas repartições públicas federais. Ao longo do tempo, a praça teve várias denominações, todas ligadas ao uso das principais edificações existentes no local, passando a ser Praça Rio Branco desde 1918.