Oficina de educação patrimonial prepara escolas para a disciplina

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A Coordenadoria de Proteção aos Bens Históricos (Probech) realizou nesta sexta-feira (6) a segunda etapa da Oficina de Educação Patrimonial, destinada aos gestores e coordenadores de escolas da rede municipal. O objetivo é apresentar experiências de como a educação patrimonial pode ser introduzida nas escolas. A oficina foi ministrada pelo historiador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Pedro Clerot, no Centro de Treinamento de Professores (Cecapro), localizado na avenida Beira Rio.

Gestores, professores e alunos estão recebendo, de forma experimental, treinamento para a implantação da disciplina educação patrimonial nas escolas da rede municipal. A idéia é fazer com que as crianças saiam da escola com um novo sentido para a valorização do patrimônio. A implantação deve acontecer a partir de 2010, em caráter transversal, ou seja, dentro de outras disciplinas, como por exemplo, matemática, geografia e história.

As oficinas são uma forma de familiarizar professores e gestores com o tema. A Probech está finalizando o material em forma de cartilhas, que servirão de base para o ensino dos professores e para serem distribuídas entre alunos no próximo ano letivo. O objetivo da implantação da disciplina é registrar costumes, perceber o patrimônio, disseminar a cultura e fazer cidadãos mais conscientes. A implantação da educação patrimonial vai ser fundamental no fortalecimento da identidade das crianças, que passarão a conhecer mais a história e preservar a identidade do povo.

Durante a palestra, o historiador Pedro Clerot apresentou a experiência vivenciada no estado de Minas Gerais, onde o Sertão foi percorrido por alunos, que estiveram em busca da história do escritor Guimarães Rosa. De acordo com Pedro Clerot, o maior desafio foi fazer com que os alunos tivessem a compreensão de que o patrimônio não se resume exclusivamente nas construções históricas ou bens tombados. “Mostramos que a cultura, os modos, o jeito de viver, pessoas, tudo isso é um bem patrimonial. Esta experiência fez com que todos percebessem e compreendessem de uma nova maneira a história, valorizando cada elemento dela”, comentou.

A professora Rita de Cássia assistiu atentamente as explicações e ao vídeo e disse que já conseguia perceber uma nova maneira de ensinar aos alunos a educação patrimonial. “Trabalhar com crianças é mais fácil. Elas estão com a mente mais aberta. Tudo isso é muito amplo, eu nunca tinha parado para pensar. Isso foi um excelente estímulo”, observou. Rita vai ser uma das professoras a repassar aos alunos noções de educação patrimonial.

Neste sábado (7), a arquiteta Eveline Grunberg vai promover oficina destinada aos professores. Será pela manhã, no Centro de Treinamento de Professores (Cecapro).