Orquestra e Coro executam Réquiem de Mozart neste domingo

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A Orquestra de Câmara da Cidade de João Pessoa (OCCJP) e o Coro de Câmara Villa-Lobos apresentam neste domingo (20) o concerto “Requiem de Mozart”. O evento começa às 17h, no Centro Cultural São Francisco, e contará ainda com a execução de obras do maestro amazonense Pedro Santos (1932-1986), radicado na Paraíba, e do americano John Cage (1912-1992). A realização é da Fundação Cultural da Capital (Funjope), com entrada gratuita.

O Requiem em Ré menor (K. 626) é uma missa fúnebre do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, datada de 1791. A história conta que a obra foi composta nas últimas semanas de vida do músico, quando ele já se encontrava deprimido. Representa uma conexão entre as lendas que envolvem a criação da peça e a morte prematura do autor de Salzburg.

Fala-se que os oito primeiros compassos da “Lacrimosa”, inserida no réquiem, foram as últimas notas escritas por Mozart. A Orquestra de Câmara apresentará as 14 partes da obra – Introitus; Kyrie; Dies Irae; Tuba Mirum; Rex Tremendae; Recordare; Confutatis; Lacrimosa; Domine Jesu; Hostias; Sanctus; Benedictus; Agnus Dei; e Lux Eterna.

O Coro de Câmara Villa-Lobos, que acompanha a apresentação, é formado por Izadora França (soprano), Kleiton D’Araújo (contratenor), Vladimir Silva (tenor), Pedro Paulo Queiroz (baixo), Alessandro Santos (trombone) e Luiz Carlos Vasconcelos (narrador). A regência do concerto é do maestro Carlos Anísio.

Pedro Santos e John Milton Cage Jr. – “Ave Verum” (1975) é a peça do maestro Pedro Santos que será executada pela Orquestra de Câmara neste domingo. Ele foi fundador dos corais Universitário da UFPB, Madrigal Paraíba, IPE, Telpa e Ibrave, além de regente da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Também foi autor de composições para teatro e cinema.

O outro compositor que será executado no réquiem é o norte-americano John Milton Cage Jr., que também foi poeta, pintor, teórico musical experimentalista e escritor. Explorador do “minimalismo” musical, é autor da famosa peça “4’33”, feita em 1952. A obra tem quatro minutos e 33 segundos, ficando conhecida como “Peça Silenciosa”, por não ter sequer uma nota.