PMJP amplia estrutura e melhora atenção à saúde mental na Capital

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A atenção à saúde mental na cidade de João Pessoa mudou por completo nos últimos três anos, com a ampliação da estrutura de atendimento e melhoria na qualidade dos procedimentos de assistência aos pacientes. Ao adotar uma filosofia terapêutica bem diferente daquela executada até então, o Governo Municipal criou mais três Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e entre eles está o Caps Infantil, que mantém um atendimento direcionado a crianças e adolescentes.

Um outro novo Caps, no bairro de Mandacaru, funciona como residência terapêutica e abriga ex-internas dos hospitais psiquiátricos da Capital. Até o meio deste ano, está prevista a entrega do Pronto Atendimento em Saúde Mental, no bairro de Mangabeira e do Caps Álcool e Droga, no bairro do Rangel.

Atualmente, os Centros em funcionamento prestam atendimento a 700 pacientes com transtornos mentais. Para isso, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) conta com uma equipe especializada de 110 profissionais, entre psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, professores de educação física, farmacêuticos e arte educadores. Em algumas Unidades de Saúde da Família (USFs) também é aplicado um programa de Ação da Saúde Mental na Atenção Básica.

Para o coordenador da Seção de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Lino Madeira, a sensibilização diante da problemática dessa área na Capital vem fazendo a diferença. Ele afirmou que antes da gestão do prefeito Ricardo Coutinho (PSB) existia apenas um Caps para atender à demanda de toda a cidade e até mesmo de municípios vizinhos. “Apenas o Caps Gutemberg Botelho, no bairro de Tambauzinho, funcionava e muitas vezes enfrentando precariedades. Hoje, além de ter estendido seu atendimento, os Caps são referência em todo a Paraíba”, declarou.

Além de oferecer o tratamento, a PMJP também disponibiliza todos os medicamentos necessários ao paciente. “Lidamos quase sempre com pessoas carentes, que precisam de uma atenção mais especial”, esclareceu Lino, acrescentando que o objetivo principal do trabalho desenvolvido nos Caps é promover a readaptação social e familiar daqueles que sofrem com as doenças ligadas aos transtornos mentais.

“Muito deles são obrigados ou se afastam da família por real necessidade. Alguns nem voltam para casa, são abandonados pelas famílias. É uma realidade muitas vezes cruel, mas que consegue em muitos casos ser superada com as atividades que promovemos”, revelou o coordenador.