PMJP apresenta experiência em geoprocessamento na Capital

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PMJP apresenta experiência em
geoprocessamento na Capital
 
O que é o geoprocessamento, quais suas principais utilidades e como utilizá-lo a serviço da administração pública? Essa é uma das questões que a equipe de Geoprocessamento da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) está respondendo nesta quarta-feira (17) em um grande evento na Capital. A equipe foi convidada a apresentar sua experiência de trabalho durante o GISDay, o Dia  dos Sistema de Informações Geográficas, comemorado nesta quarta, no mundo inteiro, com palestras que tentam mostrar a importância desse tipo de  tecnologia no dia-a-dia das cidades.
 
Durante a manhã, a equipe do Geoprocessamento da Seplan apresentou, no Hotel Village, sua experiência a gestores públicos de municípios paraibanos. Na ocasião, o público descobriu como a ferramenta de  geoprocessamento pode auxiliar na tomada de decisões que afetam diretamente o crescimento e o desenvolvimento urbano.
 
“Para uma prefeitura tomar uma decisão e essa decisão ser acertada, é necessário, antes de tudo, ter total conhecimento daquilo que acontece no município, associando as informações levantadas ao seu espaço geográfico”, explica Perla Felinto, Diretora  de Geoprocessamento e Cadastro Urbano da Seplan.  Segunda ela, esse cruzamento de dados é possível por meio do geoprocessamento, ferramenta tecnológica que agiliza a coleta e a análise de informações, dando a elas uma referência geográfica.
 
Na prática, o geoprocessamento permite cruzar todo o tipo de dados de um município (população, faixa etária dos moradores, número de escolas, postos de saúde, praças, etc) e localizá-los espacialmente. A partir daí, as ações podem ser pensadas e direcionadas. “Por exemplo, em um levantamento de dados, podemos descobrir que determinada comunidade conta com um grande número de crianças e nenhuma creche. Com base nisso, a Prefeitura pode direcionar para lá a construção desse tipo de equipamento urbano”, exemplifica Perla Felinto. As informações, segundo ela, também podem auxiliar em decisões que envolvem educação, saúde, lazer, habitações, trânsito, entre outras áreas.
 
Trabalho reconhecido –  O modelo de geoprocessamento da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) começou a ser implementado em 1998 e já é referência para outros municípios.  “Já apresentamos nosso trabalho em um evento em San Diego, na Califórnia, e frequentemente recebemos visitas de representantes de municípios do Nordeste que querem conhecer de perto nossa experiência”, afirma Perla Felinto.
 
Segundo ela, as palestras desta quarta-feira são essenciais para compartilhar a experiência de sucesso de João Pessoa e inspirar outras prefeituras a seguirem esse exemplo. “Trata-se de uma mudança de cultura e de uma conscientização sobre a importância da informação. Quanto mais pessoas e mais cidades aderirem à ferramenta do geoprocessamento, mais fácil será sua administração”, afirma.
 
GISDay – Em João Pessoa, o GisDay é organizado pela empresa TECGEO, com o intuito de divulgar os GIS (ou SIG, em português, Sistemas de Informação Geográfica), nome dado ao conjunto de ferramentas computacionais utilizadas em geoprocessamento.
 
Durante a tarde, a equipe de Geoprocessamento da Seplan apresentou outra rodada de palestras, desta vez, no Instituto Federal da Paraíba (IFPB), também como parte das comemorações do GISDay.