PMJP debate combate à exploração; Sentinela recebe 5 denúncias por dia

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A exploração sexual foi responsável por 19% das denúncias recebidas pelo Serviço Sentinela do Centro de Referência Especializada da Assistência Social entre os meses de janeiro e setembro deste ano. Por dia, o serviço recebe uma média de cinco ligações para denunciar abuso, exploração sexual e violência doméstica. O assunto foi o tema do ‘Seminário sobre Trabalho Escravo, Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual Infanto-Juvenil na Paraíba’, aberto na manhã desta segunda (22), no Hotel Caiçara. O evento é uma realização da Polícia Rodoviária Federal com o apoio do Governo Municipal, que tem encontrado no órgão um parceiro permanente no combate à exploração sexual das rodovias federais.

A coordenadora do Serviço Sentinela – CREA, Maria Salete Freitas Ribeiro, ressaltou que a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) tem desenvolvido diversas ações de combate ao abuso e, principalmente, à exploração sexual como a análise da situação, atendimento e defesa das crianças e adolescentes vitimadas, além de mobilização com diversas entidades e órgãos.

Outra ação importante desenvolvida na Capital é o ‘Plano Municipal de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes’, realizado conjuntamente entre a Prefeitura de João Pessoa com mais 63 entidades da sociedade que integram a ‘Rede Interinstitucional de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes’. “O serviço não é feito sozinho, por isso, o trabalho de combate à exploração sexual deve envolver várias entidades e órgãos”, afirmou.

Áreas identificadas
– Durante o seminário, os participantes discutiram mecanismos que sejam realmente eficazes para coibir a prática da exploração sexual. O inspetor da Divisão de Combate ao Crime da Polícia Rodoviária Federal, Jetson Silva, afirmou que em levantamento feito pelo órgão em todo o país foram identificados 1.819 pontos de exploração sexual infanto-junvenil.

Nas BR-230 e BR-101, vias que ligam à Capital ao interior e outros estados, foram identificados 14 pontos na primeira rodovia e mais seis na outra. O Serviço Sentinela – CREA também identificou pontos de exploração sexual no espaço urbano como as proximidades do Píer, na praia de Tambau; rua da barreira, na praia do Cabo Branco; assim como na Lagoa, Ponto de Cem Réis, rua da Areia e Terminal Rodoviário, no Centro.

O Seminário sobre Trabalho Escravo, Tráfico de Pessoas e Exploração Sexual Infanto-Juvenil na Paraíba’ prossegue na terça-feira (23) com uma série de palestras e debares relacionado à garantia dos direitos das crianças e adolescentes frente a esses crimes. A coordenadora do programa Sentinela – Centro de Referência da Assistência Social, Maria Salete Freitas Ribeiro proferirá a palestra ‘Sistema de Garantias das Crianças e Adolescentes’, com enfoque na discussão sobre toda a rede de atendimento ao público infanto-juvenil.

Mais informações para a Imprensa:

Maria Salete Freitas Ribeiro
Serviço Sentinela – CREA
3214-7985 e o 8863-0840

Jetson Silva
Divisão de Combate ao Crime da PRF
(61) 9280 7008