PMJP entrega nesta quinta-feira 57 moradias e reurbanização

Por - em 41

O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), inaugura na quinta-feira (15) 57 casas na Comunidade da Terra do Nunca, no Baixo Roger. A obra, construída pelo Programa de Subsídio Habitacional (PSH) e a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), custou R$ 870.000,00, sendo R$ 456.000,00 em recursos do Governo Federal e R$ 414.000,00 do município. A solenidade será realizada às 17h.

As novas habitações da Terra do Nunca têm dois quartos, sala única, cozinha, banheiro e medem 37,2 metros quadrados. A obra contou com a parceria do banco Cobansa, no repasse dos recursos do Governo Federal através do PSH, e com a indústria de cerâmica Elizabeth, na doação das placas com a logomarca do programa municipal de habitação “Minha Casa, Nossa Cidade”.

As mudanças na Terra do Nunca, onde vivem cerca de 300 pessoas, foram radicais. Para a secretária de Habitação Social, Emília Correia Lima, o que antes era uma área pantanosa e degradada ambientalmente, hoje se transformou num local não só aprazível como livre das investidas predatórias, valorizando assim todo o bairro do Roger.

Homens, mulheres, jovens, idosos e crianças viviam em condições subumanas. Ocupavam barracos de papelão, latão e casebres de barro e pau-a-pique e de alvenaria precária. “Eram ‘casas’ instáveis, distribuídas espacialmente sem qualquer orientação, elevando assim o iminente risco”, comenta Emília, ressaltando que agora essa comunidade ocupa moradias de alvenaria e em perfeitas condições de habitabilidade.

Para a modificação total da área, que está situada ao lado do Parque Arruda Câmara (Bica), o Governo Municipal envolveu, sob coordenação da Semhab, as secretarias da Infra-estrutura, Meio Ambiente e Defesa Civil. Cada uma atuou dentro das suas competências e as mudanças começaram a ficar visíveis.

Devido às adversidades encontradas no local, a Secretaria de Habitação Social e a Seinfra tomaram várias providências. Fizeram a contenção da encosta através de muro de arrimo, realizaram o rebaixamento do lençol freático, construíram a estação elevatória de esgotos, pavimentaram e urbanizaram a área, fizeram o ajardinamento e o plantio de árvores.

Origem – A Terra do Nunca era um local também conhecido por ‘Buracão’, por se localizar em uma área pantanosa onde as pessoas colocavam lixo. Como as famílias do local vivem, em sua maioria, da reciclagem e tiram do lixo a sua subsistência, aos poucos passaram a levantar suas moradias no entorno da área. As famílias explicaram que o isolamento e o esquecimento deles e do local pelas autoridades competentes levaram os próprios moradores a criarem um nome para o lugar e, assim, saírem do anonimato. Apresentaram várias sugestões e a Terra do Nunca foi o nome, segundo eles, que melhor representava a realidade.

A dona-de-casa Maria Aparecida Ferreira da Silva, 59 anos, moradora no número 84, disse que hoje vive num paraíso. A sua maior dificuldade era fazer com que um carro chegasse até a sua casa quando precisava. Hoje, o acesso está todo calçado. “Dou graças a Deus e ao prefeito Ricardo que tomou conhecimento disso aqui e melhorou o lugar. Era uma terra visitada por ninguém. Não tenho do que reclamar”, disse.

A funcionária Adriana Amaro Galdino quando deixou o distrito de Capim, em Mamanguape, para morar em João Pessoa, sabia que ia enfrentar dificuldades, mas sempre acreditou que um dia teria a sua casa própria. Ao chegar à Capital, há seis anos, passou a morar com o marido e um filho numa antiga baia de cavalo no Baixo Roger, para não ter que pagar aluguel. Enfrentou lama, sujeira, e quando conseguiu um terreno construiu uma pequena casa de papelão e zinco. Ela não acreditou inicialmente no projeto de revitalização, mas hoje diz que vive no paraíso.