PMJP faz tratamento contra cupins em árvores da Capital

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Árvores de sete praças, doze avenidas e do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), receberão tratamento contra cupins. Os trabalhos, coordenados pela Divisão de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). O procedimento deverá barrar a ação dos cupins em árvores já infestadas. As 1.880 árvores, escolhidas para receber o tratamento, são consideradas as mais antigas. A ação começou nesta semana na Praça Antônio Pessoa, no bairro de Tambiá.

Algumas árvores, como os oitizeiros da Avenida Odon Bezerra, chegam a ter 80 anos de idade. Palmeiras do Parque Sólon de Lucena, centenárias, também serão tratadas. Serão aplicados cupinicidas, por meio de uma injeção no solo, circundando a árvore, com uma distância do caule de 30 centímetros e um metro e meio da árvore. Os cupinicidas matam apenas os cupins, sem atingir formigas e outros insetos, e também não afeta o solo.

O cupinicida, que é utilizado pelos técnicos da Semam, é liberado pelo Ministério da Saúde e legalizado pelo Ministério do Meio Ambiente, e feito a partir de um receituário agronômico. Segundo Anderson Fontes, engenheiro agrônomo e chefe da Divisão de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente, o trabalho será concluído em dois meses.

Serão tratadas as árvores da Bica, das praças Antonio Pessoa, em Tambiá, Praça Dom Adauto, Pedro Américo, Praça da Independência, Parque Sólon de Lucena, Pavilhão do Chá e Praça João Pessoa, além das avenidas ainda as avenidas Epitácio Pessoa, Ministro José Américo de Almeida, Coremas, João Machado, Maximiniano de Figueiredo, Tabajaras, Getúlio Vargas, Eurípedes Tavares, Pedro I, Odon Bezerra, Camilo de Holanda e Almirante Barroso.

Saiba mais – Os cupins são “insetos sociais”, vivem de maneira interdependente. As colônias de cupins apresentam, basicamente, três castas de indivíduos: alados, soldados e operários. Os alados são responsáveis pela reprodução. Soldados e operários são consideradas castas neutras, por serem estéreis, mas são extremamente importantes para o funcionamento da colônia. Eles são responsáveis por todas as funções da comunidade de cupins, incluindo a alimentação dos membros da colônia.

O cupim penetra pelas raízes e constrói galerias pelo interior do tronco, deixando as árvores ocas. Essas aberturas fragilizam a árvore, o que pode provocar quedas e abrir caminhos para fungos. As pesquisas apontam que, quanto maior o diâmetro das árvores, maior a frequência de ataques de cupins.