PMJP implanta projeto piloto do MEC sobre paz nas escolas

Por - em 25

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) implantou o projeto piloto do Programa Educação para a paz nas escolas, na manhã desta segunda-feira (09), na Escola Municipal Carlos Neves da Franca, no bairro José Américo. O evento foi promovido pelo Ministério da Educação (MEC) e contou com a presença de aproximadamente 100 professores. A ideia é trazer para a sala de aula o desafio de educar para a convivência, ensinando os estudantes a lidarem com suas próprias emoções. Até esta quarta-feira (11), os educadores serão capacitados, através de oficinas, sobre como desenvolver os conceitos da cultura de paz com os alunos.

A programação teve início com uma palestra motivacional ministrada pelo fundador do programa, professor João Roberto de Araújo. Ele defende que educar as emoções é o maior desafio e que levar os alunos a aprenderem a lidar com seus sentimentos positivos e negativos é a mesma coisa que ensinar o melhor caminho para o processo de aprendizagem da paz. A escola é a instituição mais legitimada para educar a comunidade, além disso, não podemos subestimar a capacidade que as crianças têm de mudar os pais, ressaltou.

O programa Educação para paz nas escolas existe há cinco anos e já foi implantado em 12 estados. Em João Pessoa, a primeira a ser contemplada será a Escola Municipal Carlos Neves da Franca, onde já a partir da quinta-feira (12) aproximadamente 25 professores começam a trabalhar o conteúdo, em turmas dos 1º e 2º anos do ensino fundamental, através de material didático e de aulas específicas sobre a maneira correta de lidar com as emoções.

Professora há 25 anos, Vilma Batista já teve experiências com diversas gerações de estudantes e considera fundamental chamar a atenção de mestres, alunos e as próprias famílias para a importância da inteligência relacional. Sem afeto, sem cuidado, não tem como haver um bom aprendizado, afirma ela, que atualmente dá aulas para turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.

Os resultados do projeto piloto serão avaliados no final do ano letivo, através de um questionário comparativo entre as duas turmas que serão submetidas às aulas especiais e outra classe que não tenha sido contemplada, num primeiro momento, pelo programa.

O professor João Roberto Araújo acredita que a capacidade de lidar com as emoções deveria fazer parte do currículo escolar, da mesma forma que disciplinas como Matemática, História e Português. Ele também pontuou que os professores devem estar sensíveis à carga de frustração a que muitas crianças são submetidas no ambiente familiar e que acaba sendo transferida para a escola. Para ele, essa frustração pode ser, em alguns casos, uma das principais fontes do comportamento violento e consequente envolvimento com drogas e até com o crime.

A violência é uma construção na vida de alguém, ninguém nasce violento. Cabe a nós, educadores, o desafio de frear esse movimento ensinando à criança como se tornar um ser pacífico. Nossa preocupação também deve estar nisso e não apenas no fato dela ter decorado a tabuada, finalizou.