PMJP investe na qualidade da educação infantil nos 39 Creis

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Nos últimos seis anos, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) tem investido na educação infantil, tanto na parte estrutural quanto na qualificação dos professores. Investimento de R$ 7,2 milhões adquiridos com recursos próprios que vem satisfazendo pais e educadores. São 39 Centros de Referência em Educação Infantil (Creis) instalados em diversos bairros da Capital, que atendem hoje mais de 4 mil crianças de 04 meses à 05 anos de idade.

Durante 10 horas por dia, as crianças têm ensinamentos pedagógicos, aulas de arte, educação física, cinco refeições diárias, hora do banho (manhã e tarde), hora do descanso e recreação livre. “Desenvolvemos um trabalho com regras, mas onde as crianças se sintam a vontade. Cada criança tem seu kit de banho (toalha, sabonete, xampu e creme), de roupa (short, blusa e chinelo personalizados com o símbolo da PMJP), e de higiene (pasta de dente e escova)”, afirma Kátia Cilene Lopes, coordenadora dos Creis.

Com a valorização no ensino infantil, os Creis vem atraindo crianças de todas as classes sociais. “Trabalhamos em conjunto e cuidamos de cada criança como se fossem nossos filhos. Meninos e meninas saem da ociosidade e ocupam a mente com atividades pedagógicas”, relata Liliane Belarmino, coordenadora do Crei Júlia Ramos, no bairro da Torre, onde é realizado um trabalho criando um hábito de leitura. “Eles vão para a sala de leitura todos os dias. No final de cada ano é produzido um livrinho pelos próprios alunos”, conclui Liliane.

A dona de casa Conceição Pereira tem duas filhas matriculadas no Crei Maestro Pedro Santos, no Conjunto Cidade Verde, em Mangabeira VIII. A mãe diz que no Crei as meninas tiveram pela primeira vez contato com a natureza, já que duas vezes por semana elas têm aula de educação ambiental em área livre, onde aprendem a lidar com a natureza.

Esse projeto é desenvolvido pela pedagoga e coordenadora Eliane de Oliveira Fernandes. “Nós temos uma horta em que a participação da criança é de fundamental importância para o crescimento individual de cada um deles. Eles plantam frutas e verduras, acompanham o desenvolvimento, colhem e depois consomem”, relata Eliane.

Cada centro desenvolve seus próprios projetos e ações, mas no final todos têm o mesmo foco. As crianças de 02 e 03 anos de idade participam de brincadeiras educativas para conhecer as letras do alfabeto e as vogais, além de atividades audiovisuais que ajudam na percepção auditiva e visomotora. Já as de 04 e 05 anos começam a aprender a juntar as letras, identificar o nome, formar algumas palavras, produzir textos e conceitos básicos de matemática.

E para melhorar ainda mais a inclusão e o trabalho desenvolvido em sala de aula, o governo municipal está instalando nos centros laboratórios de informática direcionados para as crianças de 03 a 05 anos. A coordenadora do Crei Diotília Guedes Pereira, no Centro, Patrícia Lopes, disse que o aprendizado dos meninos melhorou muito depois da implantação desse serviço.

Berçários – Atualmente as creches contam com 13 berçários e todos com profissionais especializados, onde os bebês têm uma rotina, incluindo cuidados de higiene e alimentação, atividades pedagógicas de estimulação e recreação, até um cardápio diferenciado para cada idade.

Funcionamento – Os Creis funcionam diariamente das 07h às 17h. Cada unidade é composta de quatro amplas salas de aula, sala de leitura, brinquedoteca, diretoria, espaço coberto e outro descoberto para o recreio, cozinha, almoxarifados didático e de limpeza, rouparia, dispensa e área de serviço. Os centros contam com coordenadora, professoras, monitoras, técnico especialista em pedagogia, cozinheiras, auxiliares de cozinha e de limpeza, lavadeiras e vigilantes.

Inclusão social – Todos os Creis atendem portadores de necessidades especiais que desenvolvem as atividades com as outras crianças. Um exemplo de superação é de Rafael Silva Santos, de 04 anos, portador de síndrome de down. “Há dois anos quando matriculei Rafael no Crei ele mal falava. Hoje já se expressa, se defende e quando acorda a primeira coisa que faz é pegar a mochila. Estou feliz e realizada por aceitarem o meu filho como ele é”, fala emocionada Maria de Fátima da Silva.