PMJP investirá R$ 3,7 milhões em pontos do Centro Histórico

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O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) anunciou na manhã desta terça-feira (15) obras de intervenção e recuperação de áreas do Centro Histórico da Capital. Serão beneficiados o Parque Solon de Lucena (anel interno da Lagoa), a Rua Padre Meira e as praças Vidal de Negreiros (Ponto de Cem Réis) e Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá). As obras estão previstas para começar num prazo de 60 dias, após a abertura para o processo licitatório. O projeto total dessas intervenções está avaliado em R$ 3,7 milhões, numa parceria entre as três esferas de governo: municipal, estadual e federal.

Também será construído na Lagoa um monumento em homenagem ao escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna, sob o título de ‘A Pedra do Reino’, de autoria do artista plástico Miguel dos Santos.

Sonho antigo – O projeto foi elaborado pela Secretaria de Planejamento (Seplan) da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). Segundo gestor do órgão, Luciano Agra, a demanda atende uma necessidade antiga da Capital. “Esse é um sonho antigo e que agora se torna realidade. Em pouco mais de três anos, a PMJP vem realizando várias intervenções que já beneficiaram o Centro Histórico e, desta vez, vamos fazer a maior obra daquela área, atendendo principalmente a possibilidade orçamentária do município”, informou o secretário.

Mobilidade urbana – Já Ricardo Coutinho ressaltou que as mudanças, além de estruturais, também serão visíveis na rotina da cidade. Cada projeto resguarda primordialmente a facilidade de locomoção e de acessibilidade da população aos pontos que convergem para a área histórica da Capital. “Tivemos o cuidado de manter o traçado das ruas, mas sem esquecer que as mudanças em alguns trechos são necessárias”, disse. Ele lembrou ainda que pela primeira vez a Prefeitura da Capital assumiu a responsabilidade de intervir na região.

“Há cerca de 30 anos, as ruas e praças do Centro Histórico não são recuperadas. A PMJP se sentiu sensibilizada em fazer essas intervenções, tão necessárias para a cidade. Em três anos, já investimos cerca de R$ 19 milhões e muito mais ainda está por vir. Aos poucos vamos percebendo as mudanças, tanto na beleza da cidade quanto na recuperação da atividade econômica popular”, enfatizou. Fique por dentro da intervenção em cada um dos pontos.

Anel interno da Lagoa – Alargamento e recuperação das calçadas (troca de meios-fios e canteiros), arborização, colocação de novos postes e substituição de pavimento (intertravado na cor cinza natural). A área de intervenção mede 6.642,99 metros quadrados e o investimento previsto é de R$ 1.392.998,66.

Padre Meira – Alargamento e recuperação das calçadas, ajuste das faixas de rolamento para motoristas, iluminação, pavimentação padronizada e arborização. Área da intervenção: 2.118,11 metros quadrados. Valor: R$ 268.515,29.

Ponto de Cem Réis
– Cobertura do Viaduto Damásio Franca, arborização, projeto luminotécnico, instalação de mobiliário urbano e nova pavimentação (intertravado e granito). Área de construção: 5.214,00 metros quadrados. Valor: R$ 1.340.316,43.

Praça Venâncio Neiva – Recuperação da praça e do Pavilhão do Chá, que abrange a instalação de novo mobiliário urbano, iluminação e recuperação do pavimento e da arborização. Área da intervenção: 6.439,54 metros quadrados. Valor: R$ 402.120,65.

Monumento Pedra do Reino – Empraçamento do monumento, iluminação especial, pavimentação da área de construção de uma plataforma e um banco em granito. Peça de Miguel dos Santos, doação da Unicred e Unibanco. Área da intervenção: 69,70 metros quadrados. Valor: R$ 126.199,10.

Tombamento – O Centro Histórico da Capital foi tombado com patrimônio nacional no dia 6 de dezembro de 2007. São 37 hectares de área, com 502 edificações em 25 ruas, seis praças e o Porto do Capim (nascedouro da cidade). A proposta de tombamento foi encaminhada em 2002, através de solicitação da Associação Centro Histórico Vivo (Achervo). A atual gestão da Prefeitura de João Pessoa abraçou a causa e conseguiu viabilizar o reconhecimento junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).