PMJP investiu R$ 41 milhões para manter patrimônio histórico

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Nos últimos quatro anos, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) vem realizando várias ações de preservação do patrimônio cultural material e imaterial da cidade, com investimento em torno de R$ 41 milhões, com mais de 50% em recursos próprios, através do ‘Programa Integrado de Preservação do Patrimônio Cultural de João Pessoa’, que conquistou o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na categoria ‘Apoio Institucional e/ou Financeiro’. O prêmio, conferido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será entregue ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB), nesta quarta-feira (14), em Brasília.

Dentre as ações desenvolvidas pela administração municipal nas etapas de restauração, conservação e revitalização de espaços, e costumes da cidade estão intervenções no Centro Histórico para o resgate e preservação do local e ainda o Terminal de Integração, Praça Vidal de Negreiros (Ponto de Cem Réis), recuperação parcial do Pavilhão do Chá e de praças.

Mais que os investimentos realizados nesse período, em torno de R$ 41 milhões, sendo mais de 50% de recursos próprios, foi a nova postura gerencial no processo de revitalização da cidade o que nos motivou a participar do prêmio do Iphan. Pelo resultado, vimos que o órgão entendeu esses esforços e compartilhamos esse momento com toda a Paraíba, disse o prefeito Ricardo Coutinho, sobre a conquista do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, na oportunidade da divulgação do resultado, destacando os esforços na implantação de políticas públicas para a recuperação e preservação dos bens culturais da capital, ressaltando o trabalho de ordenamento e mapeamento das ações promovidas pelo Governo Municipal nos últimos quatro anos.

Ações – Segundo Fernando Moura, da Coordenadoria do Patrimônio Cultural (Probech), entre os projetos que estão sendo implantados visando a preservação do patrimônio da Capital está o voltado para a Educação Patrimonial, que é aplicado nas escolas municipais. Este projeto visa, principalmente, difundir a importância da herança cultural e sensibilizar todos os segmentos da população da cidade, iniciando pelo mais jovens – os estudantes –, tendo em vista a contribuição na formação de agentes co-responsáveis na preservação do patrimônio cultural. “Esse projeto é direcionado às gerações futuras e leva a criança a entender a própria história”, reforçou Fernando Moura.

Para um futuro bem próximo ainda podemos destacar obras recentemente anunciadas pelo prefeito Ricardo Coutinho, durante o lançamento do Plano de Ações Integradas (PAI), como a criação de uma Biblioteca Municipal e de um Centro de Ensino das Artes, no prédio do ‘Conventinho’, que está sendo restaurado para estudantes que demonstrarem talento para alguma área artística. Além disso, ruas e passeios estão sendo restaurados. A área do Centro Histórico também vai contar com o Centro de Comércio e Serviço do Varadouro, que vai trazer mais investimento econômico para o local e resolver o problema do comércio informal, dentre outras ações de desenvolvimento.

Porto do Capim – Outro grande projeto, com recursos da PMJP e do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) será desenvolvido no Porto do Capim, às margens do Rio Sanhauá, onde a cidade teve origem. Tudo o que já foi feito durante anos pelo Iphan e outros órgão ligados a preservação do patrimônio público desde 1987, foi reforçado nessa gestão, pois a Prefeitura tomou a responsabilidade para si. Agregada a todas essas obras, a habitabilidade do Centro Histórico vem como um elo e fecha um ciclo de desenvolvimento social e econômico, afirmou Ricardo Coutinho, durante a cerimônia que marcou o anúncio do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade conferido a João Pessoa.