PMJP participa de mobilização contra assassinato de mulheres

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A Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres e o Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra participaram, na manhã desta sexta-feira (11), da mobilização contra os recentes assassinatos de mulheres na Paraíba. O ato foi uma iniciativa do movimento organizado de mulheres e dos organismos governamentais de políticas públicas para as mulheres.

A coordenadora do Centro de Referência da Mulher, Gregória Benário, disse que a mobilização teve o objetivo de chamar a atenção de toda população e, principalmente, das autoridades da justiça para a questão da violência contra a mulher. “Nós estamos reivindicando a criação dos juizados especiais, a efetivação da Lei Maria da Penha e a criação de casa abrigo para vítimas de violência. Estamos vivenciando a cada dia uma série de assassinatos de mulheres e nada tem sido feito. É preciso que os agressores sejam punidos conforme a Lei 11.340, Lei Maria da Penha”, afirmou a coordenadora.

Já Malu Oliveira, representante do movimento de mulheres, falou que a segurança é a principal reivindicação do ato. “Nós queremos a liberdade de andar nas ruas com segurança. Não podemos mais viver nesta situação. A sociedade não pode mais ficar calada, temos que gritar para sermos respeitadas”, destacou Malu Oliveira.

A mobilização saiu do Ponto de Cem Réis e seguiu até o Tribunal de Justiça, onde uma comissão foi recebida pela vice presidente do TJ, a desembargadora Maria de Fátima Cavalcante. Na reunião ficou acordado entre o Tribunal, o movimento de mulheres e organismos de políticas públicas para mulheres, a construção de um seminário para discussão das políticas de enfrentamento a violência contra a mulher e a criação de juizados especiais de crimes contra mulheres.

O Centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, serviço ligado a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de João Pessoa e que atende e orienta as mulheres vítimas de violência, já notificou, de janeiro a agosto, 308 atendimentos, dando uma média de 38,5 novos casos ao mês.