PMJP recupera três importantes áreas históricas de João Pessoa

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) não tem poupado esforços na recuperação e manutenção de importantes espaços públicos degradados na Capital. A Praça Vidal de Negreiros (Ponto de Cem Réis), as Praças Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá) e Rio Branco, áreas importantes do roteiro histórico da cidade foram devolvidas à população pessoense com toda sua estrutura recuperada e ampliada.

As reformas desses espaços fazem parte do projeto de recuperação de áreas históricas da Capital, que além de serem importantes pontos turísticos da cidade, são centros de convívio da população local. Parte desse trabalho tem sido realizada em uma parceria entre a Prefeitura de João Pessoa, através de sua Coordenadoria do Patrimônio Histórico (Copac) e o Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (IPHAN).

Praça Barão do Rio Branco – Situada no Centro da Capital, a praça foi contemplada com um projeto de requalificação urbana. A obra custou cerca de R$ 400 mil e foi a primeira a ser entregue no país utilizando recursos do PAC das Cidades Históricas, do Ministério da Cultura.

Além de uma agradável área com bancos confortáveis e uma boa iluminação, que convida a todos a um momento de lazer, a praça recebeu um novo busto de bronze em homenagem ao Barão. Quem visitar a praça vai encontrar informações sobre sua importância histórica em painéis instalados na exposição “Praça do Rio Branco – Memórias” que se encontra no prédio do Antigo Erário, e inclusive poderá observar amostras de peças encontradas durante a prospecção de arqueologia realizada na área. “Estas ações se somam e vem consolidar a revitalização do nosso Centro, oferecendo espaços de convívio valorizados aos seus moradores e visitantes”, destacou o coordenador da Copac, Fernando Moura.

Ainda segundo Fernando Moura, a Praça Rio Branco é um dos espaços mais antigos da cidade. Construída entre os séculos XVI e XVII, já abrigou a Casa dos Governadores, Casa de Câmara e Cadeia e o Erário Público. O local estava perdido na memória da cidade, mas agora volta a ficar disponível para a população, que deve utilizá-lo como espaço de convivência, lazer e cultura. Lembrando que todas as intervenções fazem parte do Projeto de Revitalização de Praças e Parque do Governo Municipal, disse.

Para Irene Lacerda, de 55 anos, que sempre passa pelo local, a reforma da Praça Rio Branco foi importante para a história da Capital. “Ficou impressionante essa reforma, esse espaço ficou mais agradável e aqui não foi recuperada só uma praça e sim toda uma história. A gente pode ver aqui também todo essa história contada em um grande mural. Fiquei realmente impressionada”, frisou.

Praça Vidal de Negreiros – Outro importante espaço recuperado por essa gestão foi o Ponto de Cem Réis, cujo surgimento data de 1924. A origem do nome se deu porque naquele local passavam bondes elétricos com o cobrador anunciando a tarifa de cem réis, ficando assim a Praça Vidal de Negreiros conhecida popularmente como o Ponto de Cem Réis. Com a reforma, a praça ganhou ares realmente de espaço público livre, destinada, inclusive, à contemplação. O local possui uma dimensão de 5.214 metros quadrados e sua intervenção orçamentária foi de R$ 1.763.148,23.

O novo espaço, por onde circulam milhares de pessoas diariamente, tem se consolidado como um importante centro cultural da cidade. Projetos como o ‘Som das Seis’ e ‘6 que Sabem’, têm levado música e dança aos pessoenses com entrada gratuita. Grandes nomes da música brasileira já passaram pelo local, como Zélia Duncan, Elba Ramalho, Elomar, Nando Reis, Paralamas do Sucesso, Pity, Clube do Balanço, Roberta Miranda, Odair José, Geraldo Azevedo, entre muitos outros. Artistas locais têm divulgado seus trabalhos no espaço, que também tem sido usado para a realização de feiras, mostras e encontros da cultura popular.

O busto Vidal de Negreiros também foi restaurado e ganhou um novo pedestal em granito. O compositor paraibano Livardo Alves foi imortalizado numa estátua em bronze, em tamanho natural, sentado num banco de praça. Uma homenagem ao filho ilustre, famoso por ter composto a marchinha carnavalesca Marcha da Cueca.

O local é rodeado por ruas e edificações antigas, a exemplo do casario que pertenceu à família dos Ávila Lins; o Paraíba Palace Hotel; o antigo prédio das Nações Unidas e do Ipase; Edifícios Régis e Duarte da Silveira, ambos símbolos do movimento moderno no Estado – , e pela Avenida Visconde de Pelotas e Rua Duque de Caxias, entre outras. Os prédios relembram, na sua arquitetura, a evolução da Capital da Paraíba, além de serem símbolos de riqueza e elegância da sociedade da época.

O estudante Jardel França, de 27 anos, falou que o espaço é muito importante para ele. “Eu sempre passo por aqui e lembro de como era; não tinha segurança, era sujo, desorganizado e mal cheiroso. Hoje eu passo por aqui sem medo, o espaço é agradável e amplo, e se transformou em um espaço importante para os jovens, com shows e apresentações culturais para todos”, destacou.

Praça Venâncio Neiva – Após um ano da entrega do Ponto de Cem Réis como um presente à cidade pelos seus 424 anos, chega a vez da Praça Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá), também um presente, agora pelos seus 425 anos. No minucioso trabalho de recuperação da praça e do coreto foram gastos em torno de R$ 500 mil em recursos próprios da Prefeitura de João Pessoa (PMJP). Além da recuperação do Pavilhão, a reforma abrangeu a construção de novos equipamentos, como banheiros e cozinha.

Para preservar a estrutura original do Pavilhão do Chá foi usada a técnica de jateamento de concreto, permitindo a recuperação do patrimônio sem alterar o formato. Segundo o coordenador da Copac, Fernando Moura, a preservação das estruturas originais é primordial no trabalho de revitalização desses patrimônios. “A reforma foi toda acompanhada pela Coordenadoria, por se tratar de um prédio histórico e não ser permitida modificação em sua estrutura original. Assim devolvemos à população uma área histórica extremamente importante para a cidade, integrando a Praça Venâncio Neiva (Pavilhão do Chá) ao roteiro de passeios e ponto de encontro para a família pessoense. No local vai funcionar ainda um café e restaurante”, destacou.

Para a dona de casa Rosângela Silva, de 50 anos, a reforma foi importante para a cidade como um todo. “Antes da reforma a gente passava por aqui e via um espaço sujo e caindo aos pedaços. Hoje isso tá uma maravilha, dá gosto de parar por aqui e descansar”, frisou.