PMJP substituiu 1.766 casas de taipa por construções de alvenaria

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O chão batido e as rachaduras cederam espaço para as paredes firmes e o teto seguro das 1.766 novas casas construídas pelo Programa de Subsídio Habitacional (PSH), realizado pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), em parceria com o Governo Federal. As famílias que antes viviam em casas de taipa, hoje residem em casas de alvenaria e, além de receber uma nova estrutura física das moradias, também ganharam mais dignidade, segurança e tranquilidade, principalmente nos períodos de chuva. Até o final deste ano, outras 389 casas serão entregues à população, através do programa.

Toda a demanda do PSH é catalogada através de um trabalho realizado por uma equipe itinerante da Secretária de Habitação (Semnhab). Ao invés das famílias se deslocarem até a Semnhab, a PMJP vai até os bairros para identificar quais são as famílias que necessitam com mais urgência serem inseridas no programa. “A equipe vai às ruas no primeiro trimestre, a partir disso, nós criamos um cronograma de ações que se estende por todo ano. Com isso, conseguimos ter uma real dimensão das necessidades das famílias mais carentes”, explicou o chefe de Gabinete da Semnhab, Gildimar Santos.

As habitações do PSH medem aproximadamente 37 metros quadrados, com dois quartos, banheiro, sala e cozinha. Para prolongar a durabilidade e evitar os efeitos do sol, todas as portas e janelas externas são confeccionadas em alumínio, atendendo também uma das preocupações da PMJP, que é evitar o uso de madeira nas construções e com isso, preservar o meio ambiente.

“Com o tempo e os efeitos do sol, a madeira pode empenar, fora isso, a Semnhab fará a substituição das peças a médio e longo prazo, afim de garantir a durabilidade das casas. Prolongamos o tempo hábil dos equipamentos e preservamos o meio ambiente”, acrescentou Gildimar.

4.138 moradias entregues – Em apenas quatro anos e meio de gestão, a Prefeitura de João Pessoa já entregou 4.138 moradias, entre novas construções, recuperação e melhorias de imóveis. O Condomínio Gervásio Maia foi o maior empreendimento habitacional realizado pela PMJP e que beneficiou 1.336 famílias que vivam em sete acampamentos de lona. Atualmente, existem em execução, as obras de 847 unidades habitacionais, espalhados entre as principais áreas de risco da Capital, incluindo a Comunidade Paulo Afonso, onde estão sendo construídas 250 casas e a conclusão da segunda etapa do Condomínio Amizade, com 160 apartamentos.

A secretária de Habitação (Semnhab), Emília Correia, relatou que um das sete acampamentos de lona, existia há mais de doze anos. Grande parte dos moradores nunca tinham tido a oportunidade de ter uma casa. “Crianças nasceram e cresceram sem saber do valor e da dignidade de ter um teto. Ver que hoje, essas famílias podem ter o orgulho de ter sua casa própria e criar suas famílias com qualidade. Mas essa é uma luta que vai além do poder público, a sociedade também é participativa desse processo de mudança”, ressaltou Emília.

Ainda dentro do projeto habitacional para a cidade de João Pessoa, a Semnhab, já garantiu os recursos que serão investidos para o início das obras de mais 5.833 casas que serão distribuídas entre as comunidades do Taipa e Nova Vida, localizados no bairro do Costa e Silva (144), o Programa de Aceleração do Crescimento do Sanhauá (1.277) e Jaguaribe (1.266), como também nas comunidades Anayde Beyriz (580) e para mais 2.577 moradias destinadas para as áreas de risco catalogadas pela Defesa Civil.

Zona rural – Além dos projetos urbanos, a Semnhab expandiu a recuperação de moradias para a Zona Rural, contemplando pelo menos 100 famílias de Engenho velho, Gramame, Barra de Gramame, Paratibe e Mussumago. Existem ainda para ser construídas mais 50 novas casas para atender as famílias que foram cadastradas naquela região.

A secretária de Habitação ressaltou a importância da criação de um órgão destinado para executar e planejar as melhorias as condições de habitalidade de uma população. “Muitos foram contra ao prefeito Ricardo Coutinho quando ele criou a Semnhab, muitos não acreditavam que não seria viável, mas hoje, tanto aqueles que foram contra, como a própria população, podem ver que a cidade está crescendo e se desenvolvendo de forma mais justa”, disse Emília.