PMJP terá economia de mais de R$ 7 milhões em merenda escolar

Por - em 37

A Prefeitura de João Pessoa (PMJP) está projetando uma economia de mais de R$ 7 milhões por ano, com a contratação de serviços para fornecimento da merenda nas 91 escolas municipais. Segundo um levantamento da Secretaria de Administração, enquanto o Governo Municipal mantinha o sistema de autogestão da merenda, o valor pago por cada refeição era de R$ 1,83. Com a contratação de empresa especializada, o valor caiu para R$ 1,25, o que gera uma economia de R$ 0,58 em cada merenda.

Esta diferença representa muito quando se analisam os números globais da educação no município. Para um universo de 64.408 alunos matriculados e um total de R$ 12.881,600 refeições anuais (tendo como base 200 dias letivos), o volume de recursos aplicados era de R$ 23.573.328,00, quando as escolas eram responsáveis por todo o processo de produção e fornecimento da merenda.

A partir da contratação de uma empresa, feita por meio de processo licitatório, o investimento nas refeições dos alunos passou para R$ 16.102.000,00 – o que representa um ganho de R$ 7.471.328,00 para os cofres municipais.

Até agora, a Prefeitura da Capital já economizou cerca de R$ 3,5 milhões nos seis primeiros meses após a implantação deste novo processo. Esses valores poderão ser aplicados diretamente na melhoria da infra-estrutura das escolas e na qualificação do ensino. Além disso, este novo mecanismo de fornecimento da merenda permitiu à PMJP uma redução dos custos com água, luz e gás, que chegava a R$ 13 mil por mês, e ainda que as escolas se preocupem exclusivamente com o desempenho pedagógico dos alunos.

Atualmente, as 91 escolas da rede municipal estão integralizadas no processo de fornecimento da merenda a partir da empresa especializada. O processo começou em fevereiro em onze unidades e, aos poucos, foi implantado nas demais, para que o serviço não sofresse qualquer interrupção.

Economia local – Com a contratação da empresa SP Alimentação, foram criados cerca de 300 empregos diretos na cidade, com carteira assinada e garantias trabalhistas. Outro detalhe importante é que cerca de 30% dos recursos do PNAE são destinados para a aquisição de gêneros alimentícios diretamente com os beneficiados da agricultura familiar.

Pedagógico
– A terceirização trouxe a possibilidade de professores e gestores se voltarem exclusivamente para o conteúdo pedagógico. “Antes tínhamos que nos preocupar em adquirir os gêneros alimentícios e com o preparo da alimentação. Este processo acontecia nos três turnos das aulas e, quando havia problemas na cozinha, os diretores das unidades também precisavam buscar soluções. Hoje, direção da escola está voltada para o pedagógico, ou seja, para pensar, planejar e colocar em prática projetos para a melhoria da educação. Isto é uma prova da preocupação com a qualidade do ensino e com a alimentação dos nossos alunos”, revelou Tereza Cristina Novais, diretora da Escola Agostinho Fonseca.

Já para o aluno Everton Natã, do 3º ano, o ganho foi na melhoria do cardápio. “Antes a merenda era boa, mas agora está melhor. As filas estão organizadas, o refeitório é bom e posso repetir várias vezes. “Acho bom porque tem coisas gostosas. Aqui tem frutas, iogurte e biscoito”.

A coordenadora Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, Simone Leite Gouveia de Figueiredo, explica que uma das melhorias com a contratação de uma empresa terceirizada para o fornecimento da merenda foi o avanço na qualidade do cardápio. Segundo ela, tudo é feito com base na quantidade calorias que as crianças precisam receber. “Toda administração compartilhada é melhor. Quinzenalmente recebemos opinião de alunos, coordenadores pedagógicos e dos diretores. Tudo é repassado para a empresa que aperfeiçoa o cardápio. É uma avaliação contínua”, contou.