Poda é transformada em adubo orgânico no Viveiro Municipal

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A poda (restos de árvores) realizada em João Pessoa agora será usada na elaboração de um composto destinado à produção de mudas e arborização urbana. O material está sendo triturado pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e será encaminhado ao Viveiro Municipal de Árvores Nativas, e lá misturado a outros elementos e transformado em adubo orgânico. Todos os meses são coletados na cidade cerca de duas mil toneladas de poda e cada tonelada entrava no Aterro Sanitário Metropolitano a um custo de R$ 18,54. Agora, isso não mais ocorre.

Para triturar a poda está sendo utilizada uma máquina especial, atrelada a um caminhão de carroceria, além do trabalho de dois agentes de limpeza. Troncos com até 30 centímetros de diâmetro podem ser triturados e o processo é muito rápido. Segundo informou o diretor de Operações da Emlur, Orlando Soares, gera economia por diminuir o número de viagens dos caminhões para descarregar a poda. Daí que se precisa de maior quantidade do material para encher um caminhão.

“Além disso, essa poda que antes era levada para o Aterro Sanitário Metropolitano e que nós pagávamos para que fosse depositada lá dentro, agora será utilizada para a produção de um adubo de excelente qualidade”, destacou Orlando Soares.

O processo – O trabalho de processamento é simples: agentes de limpeza vão pegando folhas, galhos e pequenos troncos de árvores já cortados e os colocam na máquina. O equipamento, por sua vez, tritura todo o material e já o deposita na caçamba do caminhão.

No Viveiro Municipal de Árvores Nativas, que pertence a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), a poda triturada será misturada a restos de frutas, folhas das árvores do viveiro, esterco e nutrientes minerais como a cal mineral. O tempo para que o material esteja pronto para o uso é de 30 a 40 dias.

Adubo de qualidade – O adubo é considerado de ótima qualidade e serve para acelerar o crescimento das plantas e aumentar a oxigenação do solo, conforme revelou o chefe da Divisão de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente (Semam), Anderson Fontes.

Segundo explicou, o composto será utilizado para a produção de novas mudas, plantio de árvores, jardinagem e aplicação na arborização urbana, a exemplo de canteiros e praças. Ele lembrou ainda que a Prefeitura não faz uso de adubo químico, apenas do orgânico e esse material agora é produzido pela própria administração.

O engenheiro agrônomo contou que o adubo apresenta vantagens em relação a outros compostos. Segundo explicou, o adubo é rico em micro e macro nutrientes e possui uma grande quantidade de nitrogênio, responsável pela oxigenação do solo, além de ser composto por fósforo e potássio, entre outros elementos nutritivos para as plantas.