Poeta Lúcio Lins é homenageado no projeto Varal Poético

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“Extremo Cabo Branco. estranho trampolim. Ao contemplar o Atlântico. o mar mergulha em mim”. Este e outros poemas do escritor paraibano Lúcio Lins serão recitados no projeto Varal Poético nesta quarta-feira (30), às 19h, no Salão Panorâmico da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A entrada é aberta ao público.

O Varal Poético é um projeto criado pelo setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, com o intuito de divulgar a produção literária paraibana entre as escolas e o público em geral. Já passaram pelo salão poetas consagrados e poetas novos, a exemplo do grupo Caixa Baixa, do poeta popular Marcos Di Aurélio e Pedro Soares.

Lúcio Lins era um poeta conectado com as coisas de João Pessoa. Recitava, em tom de poesia, tudo que via e sentia na cidade. A Praça da Paz, nos Bancários, o Ponto de Cem Réis e a pracinha do CCHLA da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) eram paradas constantes do poeta.

Criativo, improvisador e bem humorado Lúcio Lins se foi em um dos melhores momentos de sua vida, quando estava com sua poesia apurada e madura. Em seus poemas usava uma linguagem metafórica associada a uma poética capaz de transformar o simples e o cotidiano em poesia. “Não tenho horizontes, tenho sonhos à vela e a tempestade da história”, dizia ele no poema “História Flutuante” (2000).

Sobre o poeta – Lúcio Lins era paraibano “naturalíssimo de João Pessoa”, como dizia ele, sempre que perguntavam de onde vinha. Autor dos livros “Lado que cava/ que covas” (1982), As lãs da insônia (1991), Perdidos Astrolábios (1991), História Flutuante (2000), ele começou publicando poemas no suplemento literário “Correios das Artes” do jornal A União e no Suplemento Literário de Minas Gerais.  Nos anos 70 se associou ao movimento Jaguaribe Carne, ao lado de Pedro Osmar, Paulo Ró, Águia Mendes e Chico César, entre outros artistas.

Na década de 1980 criou e fez funcionar o Bar Travessia, que foi ponto de encontro dos artistas e professores da cidade de João Pessoa. Em 1990 fez parte da revista “Ler”, com Hildeberto Barbosa Filho, Edônio Alves e Wellington Pereira. Na música, gravou com Adeíldo Vieira, Byaya, Chico César, Fúba e Zé Wagner. “Mais racional do que institivo, Lúcio Lins trabalha o poema com acuidade, deixando-o meio lúdico, envolvendo-o numa atmosfera que mais sugere do que diz, como é caso de Lado Cavas/que covas”, observou o poeta Sérgio de Castro Pinto.

Lúcio Lins faleceu no dia 16 de abril de 2005. Seus poemas podem ser vistos na internet, no website Germina, editado pelo poeta Lau Siqueira.

SERVIÇO:

Varal Poético

Homenagem a Lúcio Lins

Dia: Quarta-feira (30)

Hora: 19h

Local: Salão Panorâmico da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano.

Fone: 3214.8270 – 3214.8303

CONTATO PARA IMPRENSA

Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes

Fone: 3214.8270 – 3214.8303