Pré-natal e parto normal são temas de seminário na Capital

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Incentivar o parto normal, ampliar e qualificar a cobertura do pré-natal. Essas e outras ações foram discutidas na tarde desta quarta-feira (10) pelo Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil, que é composto por representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Rede Nacional Feminista de Saúde e Direito Sexuais e Reprodutivos e vários órgão da sociedade civil organizada.  O seminário aconteceu no auditório do Cecapro (Centro de Capacitação de Professores), na Beira-Rio.

De acordo com a secretária de saúde do Município, Roseana Meira, o combate à mortalidade materna é uma preocupação constante da gestão. “Constantemente são realizadas discussões para debater este tema. Estamos sempre procurando ampliar e melhorar o pré-natal, pois um pré-natal bem feito pode diminuir problemas durante e após o parto. Temos uma equipe qualificada para fazer este acompanhamento, mas também pedimos a todas as mulheres que não esqueçam de se cuidar, não só durante a gravidez, mas durante toda a vida. A mulher tem muitas atribuições com a casa, o maridos, os filhos, o emprego e as vezes esquece de si”, comentou Roseana.

Segundo Rosana de Lucena, da Saúde da Mulher da SMS, é importante que a mulher saiba que o pré-natal é fundamental para um parto seguro. “Ela tem direito a um pré-natal bem feito e pode exigir isso, pode procurar as Unidades de Saúde da Família, que têm toda a capacidade de atender bem. Esse pré-natal bem feito vai fazer com ela tenha um risco muito menor de morte”, disse.

Outro dado apontado por Rosana foi o de que mulheres que dão à luz através de uma cesariana têm sete vezes mais risco de morte do que a que passa por um parto normal. “O parto normal hoje em dia é humanizado e tem muito mais vantagens que a cirurgia: a mulher sente menos dor no pós-operatório e tem uma recuperação muito mais rápida”, explicou Rosana.

Foram realizadas palestras sobre “Mortalidade Materna e seus entraves”, “Controle social: estratégias para a prevenção da mortalidade materna”, “Mortalidade materna e serviços de saúde: um caminho de pedras”, “Morte materna: desafios para os Direitos Humanos das Mulheres” e “Campanha de prevenção da mortalidade materna”. Depois das palestras, aconteceram debates sobre os assuntos.