Prefeito anuncia a criação de dois parques na Capital

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O prefeito Luciano Agra anunciou na tarde desta segunda-feira (23) a criação de dois parques verdes, que vão contemplar a cidade como um todo, mas que ficarão localizados na bacia hidrográfica do Cuiá e o outro na região Noroeste, mais precisamente na bacia de Marés. O anúncio foi feito durante a apresentação dos resultados parciais do Inventário Arbóreo das Praças do Centro Histórico, evento que aconteceu no Ponto de Cem Réis. O estudo é realizado pela equipe multiprofissional da Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa (Semam).

“Esse estudo é pioneiro e vai dar elementos para planejarmos e executarmos ações bem mais efetivas na cidade. Começamos este projeto pelas praças do Centro Histórico, mas vamos expandi-lo para as praças novas, as recuperadas, os canteiros, avenidas, largos, ou seja, todo o espaço onde houver flora vamos mapeá-la. O objetivo de todo esse investimento é manter a cidade de João Pessoa cada vez mais verde”, frisou o prefeito.

Luciano Agra destacou entre as ações da Prefeitura voltadas ao meio ambiente, o plantio de mudas nativas. Nos últimos anos foram plantadas ou distribuídas para a população cerca de 47 mil mudas de árvores. A meta é que até 2012, esse número chegue a 100 mil. Para tanto, a Prefeitura vai criar novos parques urbanos. “Teremos um parque na bacia hidrográfica do Cuiá e outro na bacia de Marés, que compreende o Bairro das Indústrias. Além desses, vamos implementar os que já foram criados que são o parque linear do Bessa e no Cabo Branco, tanto nas falésias como na parte superior, como também a revitalização do Parque Arruda Câmara, que já está na primeira fase de execução do projeto. Todo esse esforço da gestão é para sensibilizar a população da riqueza da nossa flora e promover a educação ambiental”, ressaltou o prefeito.

Segundo Cláudio Almeida, biólogo da Semam, o levantamento está sendo realizado inicialmente em sete praças dos bairros do Varadouro, Centro e Tambiá, mas a proposta é estender esse trabalho para as 29 praças catalogadas nesses bairros e posteriormente as demais em toda a cidade. “Estamos identificando a espécie, numerando, diagnosticando alguma doença como a presença de fungos, ou seja, é um estado quantitativo e qualitativo”, informou o biólogo.

Primeira etapa – Uma das praças foco do estudo nessa primeira etapa é a Dom Adauto. Nela, os técnicos identificaram que 60% das árvores existentes no local são exóticas, a exemplo da espécie Cássia-ferruginha e Jambeiro. Na Praça Olavo Bilac, no Varadouro, esse percentual é bem maior, ou seja, 85% das árvores são exóticas e 15% de palmeiras também exóticas. Já na Praça Antônio de Pádua Carvalho, mais conhecida como Praça da Socic, 50% das árvores são nativas, 25% composta por árvores exóticas e 25% de palmeiras exóticas. Também estão sendo catalogadas as praças 15 de Novembro; Antenor Navarro; Napoleão Laureano e Antônio Pessoa.

Nesse primeiro levantamento, os técnicos já puderam observar que a maioria das plantas é de espécie exótica. Já em relação à saúde das espécies, foram diagnosticados vandalismo nas árvores e problemas com fungos. “Oitenta por cento dos problemas relacionados com a saúde das árvores ou palmeiras estão relacionados com a ação do homem, que colocam pregos e chegam até a fazer ‘feridas’, ou seja, buracos nas árvores para esconder drogas. Mas em geral, consideramos que a saúde das nossas árvores está no estágio regular. Em relação aos fungos, já iniciamos o devido tratamento, assim como a realização das podas de manutenção”, explicaram Raimundo Albuquerque e Genival Filho, engenheiros agrônomos da Seman.

O estudo que está sendo realizado em árvores, palmeiras, arbustos e herbáceas será disponibilizado on-line para as pessoas interessadas. “Com o Inventário Arbóreo das Praças vamos criar um banco de dados para pesquisa que será disponibilizado on-line no site da própria prefeitura e que vai servir de material de estudo para alunos e pesquisadores”, planeja a secretária do Meio Ambiente, Lígia Tavares.

Equipe – O Inventário Arbóreo está sendo feito por técnicos da Diretoria de Estudos e Pesquisas Ambientais e da Divisão de Botânica da Semam. A equipe é formada por arquiteto, biólogo e engenheiros agrônomos.