Prefeitura começa a implantar coleta seletiva no CAM

Por - em 40

A coleta seletiva já começou a ser implantada no Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de João Pessoa, através do projeto ‘Santo de Casa faz Milagre’, gerenciado pela Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur). Nessa primeira etapa, as repartições identificando os coletores com as cores azul (papel), vermelho (plástico) e marrom (material orgânico). O próximo passo será o início das sensibilizações com os funcionários do setor de serviços gerais e, posteriormente, com os demais servidores.

Os últimos encaminhamentos para implantação do projeto foram feitos na manhã desta quarta-feira (5), durante reunião realizada no Centro Administrativo, que contou com a participação de representantes de várias secretarias. No encontro, técnicos Emlur falaram da experiência da implantação da coleta seletiva dentro da sede do órgão e relataram como foi o processo e a aceitação dos servidores.

Na reunião ficou decidido que cada repartição formará uma comissão que acompanhará o processo de implantação da coleta seletiva dentro da secretaria que faz parte. Outro ponto acordado será a doação do lixo produzido durante o expediente para os 30 agentes ambientais do projeto ‘Acordo Verde’, que vem implantando uma nova etapa da coleta seletiva na capital. Eles trabalham no Núcleo de Coleta Seletiva Jardim Cidade Universitária, inaugurado no mês de agosto.

Nos próximos 15 dias, os técnicos da Emlur darão início à sensibilização com os servidores do Centro Administrativo Municipal. A primeira capacitação deverá ser feita com as pessoas que trabalham no setor de serviços gerais e depois com os demais servidores. Durante a palestra serão repassadas informações sobre a separação dos resíduos e a importância de fazer a coleta seletiva como forma de preservar o meio ambiente e ainda gerar renda para as famílias dos agentes ambientais que vivem da venda do material reciclável.

Na capacitação, os servidores serão incentivados a praticar a coleta seletiva dentro das suas casas, para que se tornem multiplicadores. “Nós queremos promover uma mudança de postura do servidor e do cidadão, para que ele se comprometa com o processo de coleta seletiva e ainda formar multiplicadores dessa idéias de preservação do meio ambiente, geração de renda e inclusão social”, comentou a superintendente da Emlur, Laura Farias Gualberto.

A superintendente destacou ainda que a implantação da coleta seletiva demanda pouquíssimos gastos. “Para fazer a separação do lixo só precisamos de um pouquinho de boa vontade e da criatividade dos servidores, que podem transformar os recipientes que já estão dentro das salas em coletores para fazer a coleta seletiva. Na Emlur, nós usamos jornal, tinta e criatividade para preparar os coletores”, relatou.

Coleta seletiva na Emlur – Dentro da Emlur todas as salas receberam cestos de lixo – decorados com material reciclável – nas cores azul e vermelho, para que seja realizada a separação de papel e plástico. Em locais específicos foram implantas os recipientes para a coleta dos resíduos nas cores amarela (metal), verde (vidro), vermelho (plástico) e azul (papel). O material de expediente recolhido é separado e encaminhado para a Oficina de Artes ou para os núcleos de coleta seletiva. “Na Oficina de Artes, nossos artesãos e artistas plásticos transformam os resíduos em objetos de decoração e utensílios diversos, que são utilizados pela própria Emlur e por outras secretarias”, explicou a superintendente.